CGTP sublinha milhares em manifestações pacificas por todo o

Tiago Oliveira referiu, em entrevista à RTP hoje à noite, que a confederação sindical organizou em todos os distritos manifestações que “decorreram pacificamente”, lembrando que o mote da CGTP na greve geral que decorre hoje era “passar a mensagem concreta do que são as reivindicações dos trabalhadores”. Sobre os distúrbios ocorridos hoje em Lisboa, que envolveram confrontos entre manifestantes e a polícia, o secretário-geral da CGTP frisou que esses momentos “desviam o cerne da questão do que são os objetivos da ação”. Tiago Oliveira ressaltou que nenhum elemento do sindicato esteve envolvido nos confrontos, dizendo que “há grupos que se integram nas manifestações da CGTP para levar adiante esse tipo de situação”. O líder sindical frisou, no entanto, que “o que está acontecendo é revelador das insuficiências e das faltas de respostas a problemas concretos” por parte do Governo. Questionado sobre o momento da marcação da greve geral, Tiago Oliveira lembrou que a CGTP não controla a agenda, ao contrário do Governo. “Não controlando a agenda, o pior que podíamos fazer era permitir que o tempo transcorresse e depois de concretizado ir correndo atrás do prejuízo”, destacou. Tiago Oliveira disse que o Governo entregou na semana passada na Assembleia da República o pacote laboral para discussão, deu início na terça-feira à discussão pública e agendou para dia 18 discussões no Parlamento. “Posto isso, confirmou a razão da greve geral, tínhamos que criar um momento especifico para permitir que os trabalhadores tivessem este momento para se pronunciarem sobre o pacote trabalhista”, frisou. O secretário-geral da CGTP apontou ainda que além da confederação sindical a sociedade em geral rejeita o pacote trabalhista. “O que estamos assistindo é um Governo que está com postura de prepotência, de arrogância, de falta de humildade, que se nega a ouvir a visão dos trabalhadores e que tem uma agenda própria”, concluiu. O ministro da Presidência afirmou hoje que o dia de greve geral foi de “trabalho para a esmagadora maioria de portugueses” e condenou “comportamentos inaceitáveis de alguns” na manifestação junto ao Parlamento, distinguindo-os da organização. Ao final da reunião semanal do Conselho de Ministros, António ressaltou que “o Governo respeita integralmente o direito de greve e também o direito de trabalhar de todos aqueles que trabalharam”, lamentando incidentes na manifestação na Assembleia da República. Pelo menos seis pessoas foram detidas hoje à tarde junto ao parlamento, em Lisboa, no final da manifestação da CGTP, após confrontos com a PSP, estando indiciados por desobediência e resistência e coação sobre funcionário, segundo a polícia. O responsável pelo Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, superintendente Resende da Silva, disse a jornalistas, junto à Assembleia da República, que os detidos estavam, por volta das 20h, sendo identificados e posteriormente serão ouvidos em primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação. A mesma fonte não especificou a idade dos detidos, uma vez que ainda estão realizando sua identificação. Uma outra fonte policial admitiu à Lusa que os detidos possam incorrer ainda nos crimes de dano, devido aos fogos que atearam nos caixotes do lixo, bem como arremesso de garrafas de vidro e outros objetos contundentes contra os polícias, tendo alguns sofrido ferimentos ligeiros. Leia Também: Governo condena “comportamentos inaceitáveis” após confrontos



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