Cheias ou queda de árvores: Seguro do carro cobre prejuízos?

Cheias ou queda de árvores: Seguro do carro cobre prejuízos?

São várias as ocorrências por causa da depressão Cláudia, que está a assolar o território nacional, e há condutores com os seus veículos danificados pelo mau tempo. Afinal, os danos causados ​​pelas cheias ou por queda de árvores são cobertos pelo seguro? Quem paga os prejuízos? Na prática, “cabe às autarquias zelar pelo património do seu município, onde se incluem as árvores existentes em espaços públicos pelo que, em princípio, os cidadãos só podem reclamar indemnização se conseguirem provar que a autarquia não zelou pelo bom estado da árvore que caiu sobre a viatura”. A explicação foi dada pela DECO PROTeste, em outubro de 2023, quando um temporal também causou vários danos em território nacional: “Nesse caso, a situação deverá estar descrita no auto das autoridades policiais que devem ser chamadas ao local. Reúna também a maior quantidade possível de provas, como fotografias da ocorrência e do mau estado anterior da árvore”. Contudo, tal como em outubro de 2023, a generalidade das quedas de árvores ocorridas nas últimas horas “estará relacionada com fenómenos climatéricos extremos, que foram devidamente sinalizados pela Proteção Civil”. Seguro do carro cobre os danos? Ora, as “quedas de árvores e aluimentos de terras ocorridos no âmbito do temporal dos últimos dias estão contempladas na cobertura de fenómenos da natureza, que é uma das várias coberturas de danos próprios disponíveis no mercado segurador”. Significa isto que “apenas os segurados que tenham contratado, em específico, esta cobertura podem acionar o seguro e receber a respetiva indemnização”, concluiu, na altura, a DECO PROteste, sendo que o mesmo se aplica agora. Mau tempo: Dois mortos, cinco deslocados e 918 ocorrências até às 11h A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou até às 11h00 de hoje dois mortos, cinco pessoas deslocadas de duas habitações inundadas e 918 ocorrências, enquanto 13 mil clientes continuavam sem energia elétrica. Em declarações à Lusa, José Costa, da ANEPC, afirmou que duas pessoas morreram em Fernão Ferro, no Seixal, distrito de Setúbal, devido à inundação de uma habitação, e que cinco pessoas foram deslocadas de duas habitações inundadas em Alferrarede, Abrantes. No total, até às 11h00, foram registadas em Portugal 918 ocorrências, das quais 594 foram inundações e 140 foram quedas de árvore, acrescentou. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a mais afetada pela depressão Cláudia, com 540 ocorrências. Na região Centro foram contabilizadas 263 ocorrências. No Norte registaram-se 66 ocorrências, no Alentejo 19 e no Algarve 31, de acordo com a ANEPC. Pelas 10h30, a E-REDES contabilizava 13 mil clientes afetados pela falha de energia elétrica, sobretudo nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, segundo fonte oficial da empresa. Ao início da manhã de hoje havia cerca de 20 mil clientes sem abastecimento de energia elétrica nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, de acordo com a E-REDES. A depressão Cláudia afeta desde quarta-feira Portugal continental e o arquipélago da Madeira com chuva, vento e agitação marítima fortes, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Nos distritos de Santarém e Setúbal, o IPMA emitiu um aviso vermelho, o mais grave, de chuva por vezes forte e persistente até às 10h00 de hoje. Nos distritos de Portalegre, Évora e Beja, o aviso laranja vai estar em vigor até às 12:00, devido à “precipitação, por vezes forte e persistente”. Em Faro o aviso laranja estende-se até às 15h00 de hoje. O resto do continente e o arquipélago da Madeira estão hoje sob aviso Amarelo. O aviso vermelho é o mais grave e é emitido sempre que existem situações extremas, já o laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica. O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica. Leia Também: Mau tempo: Dois mortos, cinco deslocados e 918 ocorrências até às 11h

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