Comboio Celta com transbordo rodoviário na Galiza durante um

“Informamos que devido a obras da responsabilidade da ADIF (Administrador de Infraestruturas Ferroviárias de Espanha), de 06 de abril de 2026 a 07 de abril de 2027, a circulação ferroviária dos comboios Celta 420, 421, 422 e 423 ficará condicionada, implicando a realização de transbordo rodoviário”, pode ler-se num aviso publicado no ‘site’ da CP – Comboios de Portugal, noticiado já pela Lusa em 23 de março. Em questão estão todos os serviços do Celta (dois trens por dia em cada sentido) e o trajeto do transbordo rodoviário será entre as estações Vigo-Guixar e Valença, não estando previstas paradas intermediárias. “Os horários atuais dos trens são mantidos, e a chegada pode variar em função das condições de trânsito”, alerta a operadora portuguesa, que também lembra que “o serviço rodoviário de substituição não possui condições técnicas para o transporte de cadeiras de rodas e no mesmo não é permitido o transporte de bicicletas e patinetes, exceto se estiverem embalados dentro das dimensões 140×90×40 centímetros”. Nos ônibus de transbordo também “não é permitido o transporte de animais de estimação”. Em 24 de março, fonte oficial da CP disse à Lusa que a transportadora irá utilizar automotoras elétricas da série 2240 enquanto o comboio internacional Celta, que liga o Porto a Vigo, obrigar a um transbordo rodoviário na Galiza. “Durante o período da interdição, a CP vai realizar o serviço Celta com automotoras elétricas da série 2240”, pode ler-se numa resposta da mesma fonte. O serviço costuma ser realizado com uma automotora diesel alugada para a congênere espanhola da CP, a Renfe, mesmo que a linha já esteja eletrificada dos dois lados da fronteira, ainda que com tensões diferentes. Questionada se ao final do período de obras será possível fazer todo o percurso com uma automotora elétrica, fonte oficial da CP respondeu que “esse tema ainda está sendo avaliado com a congênere espanhola” Renfe. No final do ano passado, o trajeto do Celta também foi feito em ônibus entre Valença e Vigo nos finais de semana de setembro e no primeiro de outubro, devido a obras na cidade galega. Em agosto, e até dezembro, também foi implementado um transbordo obrigatório feito em Viana do Castelo, uma medida “excepcional e temporária” para permitir “garantir a continuidade do serviço”, disse então a CP em comunicado. Com saídas diárias, o trem Celta, que é operado pela CP junto com a Renfe, iniciou a atividade em julho de 2013, ligando Vigo ao Porto com paradas em Valença, Viana do Castelo, Barcelos e Nine. A ligação permitiu percorrer os 175 quilômetros que separam as cidades em cerca de duas horas e meia, quando antes a ligação demorava mais de três horas. Leia Também: Trem Celta entre Porto e Vigo terá transbordo rodoviário na Espanha



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