Combustíveis devem voltar a encarecer na próxima semana:

Os preços dos combustíveis devem voltar a encarecer no início da próxima semana, e a alta deve ocorrer tanto no caso da gasolina quanto no do diesel. As previsões mais recentes apontam para um acréscimo de cinco centavos tanto no caso do diesel quanto no da gasolina, indicou fonte da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec) ao Notícias ao Minuto. Contudo, esses valores ainda podem mudar, já que ainda faltam incorporar alguns pregões. Há pouco, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, subiu quase 7%, para 107,85 dólares, ao passo que o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, avançava 6,11%, para 106,24 dólares. Isso depois de, durante a madrugada, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que ataques intensos à infraestrutura iraniana ocorrerão nas próximas semanas, ao mesmo tempo em que insinuava que as negociações continuam em aberto – algo negado por Teerã. Devemos viajar menos? Bruxelas faz alerta A Comissão Europeia alertou esta semana para uma “potencial perturbação prolongada” no setor energético da União Europeia (UE) devido ao conflito no Oriente Médio, propondo medidas para redução da demanda de petróleo e para consumo mais moderado de combustíveis. O comissário europeu de Energia, Dan Jørgensen, instou em carta enviada aos países que se assegure “uma boa coordenação”, bem como se cogite “a promoção de medidas de redução da demanda, com especial atenção ao setor de transportes”, disse a instituição em comunicado. “A segurança do abastecimento da União Europeia continua garantida, mas temos que estar preparados para uma potencial interrupção prolongada do comércio internacional de energia. É por isso que precisamos agir agora e precisamos agir em conjunto, como uma verdadeira União”, disse Dan Jørgensen, citado pela nota de imprensa. No comunicado, Bruxelas defendeu que, “no mesmo espírito, os Estados-membros devem se abster de adotar medidas que possam aumentar o consumo de combustíveis, limitar a livre circulação de produtos petrolíferos ou desincentivar a produção das refinarias da UE”. “Eles também devem consultar os Estados-membros vizinhos e a Comissão a fim de preservar a coerência na escala da UE e o funcionamento do mercado interno”, acrescentou. O executivo comunitário disse que, “para salvaguardar a disponibilidade de produtos petrolíferos no mercado da UE, qualquer manutenção não urgente das refinarias deve ser adiada”. “Ao mesmo tempo, o aumento do uso de biocombustíveis poderia ajudar a substituir os produtos petrolíferos fósseis e aliviar a pressão sobre o mercado”, sugeriu. Em questão estão preparativos “atempados e coordenados” pedidos por Bruxelas para garantir o fornecimento de petróleo e de produtos petrolíferos refinados na UE dada a volatilidade do mercado decorrente do conflito no Médio Oriente e o encerramento do Estreito de Ormuz. Os EUA e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irã e, em resposta, Teerã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada à oferta, pressionando os preços, com o petróleo ultrapassando os 100 dólares por barril. A UE enfrenta, portanto, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia. Leia Também: Energia? “Potencial perturbação prolongada” e Bruxelas quer menos demanda



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