Comissão Europeia apresenta hoje medidas de apoio diante da

Em questão está uma caixa de ferramentas que Bruxelas divulgará, nesta manhã, para enfrentar os altos preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções de impostos e ajustes de tarifas e uso de instrumentos de mercado e reservas estratégicas, quando se marcam quase dois meses desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e da consequente resposta iraniana. Segundo um rascunho a que a Lusa teve acesso, e que deve ser confirmado hoje, o executivo comunitário vai sugerir medidas que os Estados-membros podem adotar e que já têm impacto, como recorrer a alternativas ao carro como bicicletas compartilhadas, áreas sem veículos, compartilhamento de carros, mais veículos elétricos e maior incentivo ao uso de transporte público. A instituição também pede que se evite viagens aéreas sempre que possível e que se reduza viagens de avião no setor público. Seguindo essa lógica de redução de consumo, é sugerido um ajuste aos sistemas centralizados de ar condicionado em edifícios públicos para aumentar a eficiência e a regulação da temperatura das caldeiras das casas abaixo de 50°C. Para proteger famílias vulneráveis, são propostos vouchers de energia, preços regulados temporariamente, reduções totais ou parciais direcionadas de impostos especiais sobre eletricidade e uma proibição temporária de cortes de energia. Quando se trata de empresas, a Comissão Europeia quer mais foco em energias renováveis, armazenamento e eficiência energética e incentivos para substituir motores elétricos ineficientes e sistemas fósseis por renováveis. Quanto ao armazenamento, Bruxelas promete nesta comunicação facilitar, já neste mês, a coordenação das medidas nacionais relativas ao enchimento das reservas de gás e à eventual liberação de reservas de petróleo. Dados disponibilizados na internet pela associação que representa operadores de infraestrutura de gás na Europa (Gas Infrastructure Europe) revelam que, na segunda-feira (informações mais recentes), as reservas de gás na UE estavam preenchidas em 30,40%. Portugal — que é um dos 18 países comunitários com armazenamento de gás — é exceção, já que tem as maiores reservas da UE, em um percentual de 91,26%, mas o tamanho é pequeno em comparação com outras infraestruturas. A UE importa a maior parte do petróleo e gás que consome, o que a torna altamente exposta a choques externos como a atual crise energética causada pela escalada no Oriente Médio. Apesar de Bruxelas garantir não haver problemas no abastecimento de petróleo e de gás à UE, já se assiste à volatilidade dos preços, aumento dos custos para famílias e empresas, pressão inflacionista e perturbações na indústria e nos transportes, havendo maior sentido de urgência em diversificar fornecedores e acelerar a transição para fontes de energia mais seguras e renováveis. Leia Também: Comissão Europeia quer retomar acordo de associação com Damasco



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