Corrida à TAP: Último dia para entrega de propostas não

Corrida à TAP: Último dia para entrega de propostas não

Termina nesta quinta-feira, 2 de abril, o prazo para a entrega de propostas não vinculantes na corrida pela privatização da TAP. O Governo segue confiante na chegada de três propostas. Em questão estão o grupo IAG, a Air France-KLM e a Lufthansa. “Acho que esses três grupos continuam a olhar para a TAP numa perspectiva de crescimento de médio e longo prazo”, disse esta semana o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, em declarações à Bloomberg. Lembrando que, em janeiro, a Parpública começou a enviar convites para apresentação de propostas não vinculantes para a privatização da TAP. Em 19 de dezembro, recorde-se, o Governo anunciou que concluiu a pré-qualificação da privatização da TAP e mandatou a Parpública para enviar os convites para apresentação de propostas não vinculativas a todas as entidades que manifestaram interesse – Air France-KLM, IAG e Lufthansa – e que passaram à segunda fase do processo, que decorre sob coordenação da Parpública. O que as propostas não vinculativas incluem? As propostas não vinculativas terão um componente financeiro, incluindo o preço oferecido pelas ações, bem como mecanismos adicionais de valorização, como ‘earn outs’, que preveem pagamentos futuros dependentes do desempenho da empresa. Os interessados ​​também devem indicar a perspectiva de valorização futura da participação remanescente e eventuais formas alternativas de pagamento, como trocas de ações. Além disso, deverão igualmente apresentar propostas técnicas não vinculantes, com um plano industrial e estratégico para a TAP, uma visão preliminar sobre sinergias e benefícios para a companhia e garantias de preservação do estatuto de operador aéreo da União Europeia. O prazo para entrega das propostas não vinculantes termina assim nesta quinta-feira, 2 de abril, após um período de disponibilização de informações detalhadas sobre a companhia e a celebração de acordos de confidencialidade. O edital prevê a venda de até 44,9% do capital da TAP, com 5% reservado aos trabalhadores. Qualquer participação não subscrita estará sujeita ao direito de preferência do futuro comprador. Lufthansa diz que crise energética não muda avaliação da TAP A Lufthansa afirmou que a atual crise energética, causada pelo conflito no Oriente Médio, não deve alterar de forma significativa a avaliação da TAP no processo de privatização. Em encontro com jornalistas portugueses na sede da empresa, em Frankfurt, o chefe de estratégia do grupo, Tamur Goudarzi Pour, explicou que embora os efeitos imediatos do choque atual – incluindo custos mais altos de combustível e restrições de tráfego – façam parte dos modelos de avaliação, a Lufthansa não ajusta os valores de sua oferta com base em flutuações semanais ou de curto prazo. “Não podemos ficar mudando o preço a cada três semanas quando há uma crise”, disse. “Temos que olhar para o que é estrutural no setor e internalizar isso na nossa avaliação, sem alterar o preço a cada novo choque”, ressaltou. Tamur Goudarzi Pour esclareceu que o grupo usa cenários – projeções que consideram diferentes evoluções de custos, demanda e disponibilidade de combustível – para testar a resiliência de seus planos e da empresa alvo. Esses cenários fazem parte de um processo mais amplo de ‘due diligence’, o termo técnico usado para descrever a análise detalhada das contas, operações, riscos e oportunidades de uma empresa antes de uma aquisição. Leia Também: Lufthansa garante que não desiste da TAP e entrega proposta até hoje

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