Corte da A1? FlixBus mantém Porto-Lisboa “sem atrasos

A FlixBus assegurou ao Notícias ao Minuto que está a circular com normalidade entre o Porto e Lisboa, mesmo com o corte da A1, adiantando que está a contornar pela A8, como alternativa, e “sem atrasos significativos” nesta ligação. “A FlixBus está a operar normalmente, ainda que com alguns constrangimentos, devido às condições meteorológicas adversas que se têm feito sentir no país. As linhas diretas entre Lisboa e o Porto estão a circular pela A8, como indicado pelas autoridades, e sem atrasos significativos. Não há, até ao momento, qualquer cancelamento nesta rota”, disse fonte da transportadora. A empresa disse, no entanto, que desde quarta-feira da semana passada está “registrando algumas dificuldades no acesso à Figueira da Foz, devido ao corte de circulação em um dos acessos, o que levou ao cancelamento parcial de algumas ligações com passagem por esta cidade”. Acrescenta ainda que “em relação a Coimbra e ao corte da A1, não há, até ao momento, qualquer ligação cancelada”. Porém, “há apenas alguns atrasos de até 30 minutos, devido à rota alternativa que temos que seguir para chegar à parada na cidade de Coimbra. A parada na cidade, na Rua do Padrão, não foi afetada”. A mesma fonte explicou que o “departamento de controle de tráfego da FlixBus, que supervisiona a operação em tempo real, está em contato permanente com as autoridades, a fim de adaptar a operação às condições meteorológicas e rodoviárias existentes e garantir a segurança de todos os passageiros e motoristas”. “Todos os passageiros estão sendo devidamente informados sobre eventuais atrasos e cancelamentos pelos canais habituais da empresa. Passageiros com passagens compradas e cuja viagem foi cancelada serão automaticamente informados e receberão orientações sobre todas as opções disponíveis: remarcar a viagem, solicitar reembolso pelo mesmo método de pagamento ou optar por um voucher para utilizar em uma nova reserva”, detalhou a empresa. Obras na A1 vão durar “algumas semanas” As obras de reparação do troço da autoestrada 1 (A1) que desabou após o rebentamento de um dique no rio Mondego, em Coimbra, “durarão algumas semanas” e decorrem “de forma contínua”, envolvendo 70 pessoas, indicou a Brisa. “Nos últimos dois dias, mais de oito mil e novecentas toneladas de material pétreo foram depositados na infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul, a fim de estabilizar os solos sob a laje de transição. Os trabalhos seguem ocorrendo de forma contínua envolvendo mais de 70 pessoas. Esses trabalhos, previsivelmente, durarão algumas semanas”, revelou a concessionária, em nota. O trânsito está interrompido junto ao nó de Coimbra Sul, entre os quilómetros 198 e 189, onde a circulação rodoviária está cortada em ambos os sentidos desde pouco depois das 18h de quarta-feira, na sequência da ruptura de um dique na margem direita no rio Mondego. Segundo a empresa, os trabalhos que estão agora a decorrer no troço que desabou na quarta-feira têm como objetivo “garantir a estabilização do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego”, na autoestrada que liga Lisboa e o Porto, para “suster a erosão e impedir novos danos nas duas faixas de rodagem”. As obras nesta fase estão sendo apoiadas por 33 caminhões de transporte de material rochoso, um caminhão guindaste, um veículo porta máquinas, duas escavadeiras giratórias, um trator de esteira e duas minicarregadeiras, e os trabalhos estão sendo acompanhados por equipes técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério da Infraestrutura e Habitação, acrescenta a empresa. A Brisa reitera que o desabamento foi motivado pelo rompimento do dique do Mondego e “subsequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excepcional de água no rio”. As vias alternativas para os usuários da A1 permanecem o corredor A8/A17/A25 ou o Itinerário Complementar 2 (IC2). Leia Também: Rede Expressos está fazendo Porto-Lisboa, mas avisa: “Possíveis atrasos”



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