CP? “Não vai dar 1, nem 2, nem 3, nem 4 milhões (de lucro).

“Não vai dar um, nem dois, nem três, nem quatro milhões de euros (de lucro). Vai dar mais”, disse, na Comissão de Infraestrutura, Mobilidade e Habitação. Miguel Pinto Luz também respondeu a críticas sobre a proposta de subconcessão de linhas suburbanas em Lisboa e no Porto, defendendo que, no modelo defendido por alguns deputados, o Estado “dá a carne aos privados e fica com o osso”, ou seja, as partes deficitárias. “Comigo não se ataca a CP, defende-se a CP”, acrescentou, destacando que a empresa hoje ganha prêmios, está “robusta” e “oferece serviços como nunca antes”, elogiando a administração e os funcionários pelo trabalho desenvolvido. Pinto Luz rejeitou alegações de deputados do PS, durante debate acalorado, sobre a contratação da Deloitte e a possível adjudicação das subconcessões a operadores estrangeiros, classificando os comentários de “atoardas” e defendendo a seriedade do Governo e da administração. “Não lhe admito que faça aqui juízo de valor de que vou entregar a A ou B. É a minha seriedade e a minha honra que está em causa e aquilo que está a invocar, que dei ordens para adjudicar a este ou àquele, não é aqui que vou responder”, disse em resposta ao deputado socialista José Carlos Barbosa. O Governo determinou que a CP apresente, em 90 dias, soluções técnico-jurídicas, financeiras e temporais para a subconcessão de quatro linhas suburbanas — Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto — com decisão prevista para o primeiro semestre de 2026. O ministro ressaltou que essas linhas continuarão operando sob a marca CP, com gestão da própria administração, garantindo que a empresa pública está protegida e poderá se concentrar em linhas menos servidas. “A seu tempo, o Governo vai apresentar seu modelo”, disse, acrescentando: “Não vamos desmantelar a CP”. O debate também se concentrou na implantação do passe Ferroviário Verde, cuja criação tem aumentado a demanda pelo serviço. O ministro reforçou a importância do Estado na gestão de serviços públicos essenciais, agradecendo à administração e aos colaboradores da CP pelo esforço em reinventar a empresa, apesar das “poucas condições” e desafios operacionais. Questionado sobre a proposta de concessões, Pinto Luz reiterou que o governo quer garantir que o preço dos passes seja “razoável para as famílias” e que o modelo seja sustentável para o operador nacional, defendendo que manter serviços estratégicos sob gestão pública é um objetivo político e econômico. Leia Também: Como entrar e sair corretamente das rodovias e evitar multas pesadas



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