Desemprego sobe para 1,8% em Macau após o fecho de dez

Desemprego sobe para 1,8% em Macau após o fecho de dez

De acordo com a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o indicador subiu 0,1 pontos percentuais em comparação com o período entre setembro e novembro, com o número de desempregados a crescer em cerca de 100, para 6.800. Ainda assim, a taxa representa menos de metade do registado no terceiro trimestre de 2022 (4%), o valor mais alto desde 2006, numa altura em que Macau vivia em plena crise económica causada pela pandemia de covid-19. A recuperação motivada pelo fim da política ‘zero covid’, que esteve em vigor em Macau e na China continental durante quase mais de três anos, levou o desemprego a cair para 1,6% entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, um mínimo histórico desde que a DSEC começou a recolher dados sobre o desemprego em Macau, em 1992, ainda antes da transição de administração do território, de Portugal para a China. O principal responsável pelo aumento do desemprego foi o setor da construção, que despediu cerca de 2.300 pessoas. Pelo contrário, a mão-de-obra nos casinos – o maior empregador privado de Macau – aumentou em cerca de 900, apesar do encerramento até ao final de 2025 de dez ‘casinos-satélite’, onde trabalhavam cerca de 5.600 residentes. Os ‘casinos-satélite’, sob a alçada das concessionárias, são geridos por outras empresas, sendo uma herança da administração portuguesa e que já existia antes da liberalização do jogo no território, em 2002. Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a atividade destes espaços de jogo. Macau é a capital mundial do jogo e o único local na China onde o jogo em casino é legal. Operam na região seis concessionárias de casinos, cujo contrato de concessão, válido por 10 anos, entrou em vigor em 01 de janeiro de 2023. As três concessionárias que tinham a tutela dos ‘casinos-satélite’ prometeram garantir, em outros espaços de jogo, o emprego dos funcionários com estatuto de residente em Macau e diretamente contratados pela empresas. Já os outros trabalhadores locais foram “convidados a candidatarem-se a vagas relacionadas” dentro do grupo, “com prioridade para contratação” e com condições iguais às que tinham, referiu uma das operadoras, a SJM, fundada pelo falecido magnata Stanley Ho Hung-sun (1921-2020). A reguladora dos casinos, a Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos prometeu cooperar com a Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais para assegurar o cumprimento das garantias dadas pelas concessionárias, nomeadamente “a recolocação de todos os referidos trabalhadores”. Leia Também: Exportações lusófonas para Macau atingem novo recorde em 2025

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