Gastos públicos de Macau caem 3,9% até abril apesar de

Segundo dados publicados ‘online’ pela Direção dos Serviços de Finanças (DSF), Macau gastou até o final de abril 23,1 bilhões de patacas (2,44 bilhões de euros), 21,2% do previsto para todo o ano. Isso apesar dos gastos com apoio e subsídios sociais terem crescido quase 9%, para 12,7 bilhões de patacas (1,34 bilhão de euros). O orçamento aprovado em novembro inclui benefícios fiscais para atrair empresas de fundos mútuos, fundos mútuos especiais e investidores em fundos para ajudar a desenvolver o setor financeiro. Além disso, o governo isentou do imposto de selo a compra da primeira casa por moradores, até seis milhões de patacas (633 mil euros), em um documento que previa um aumento de 4,3% nos apoios e subsídios sociais. Em julho, o parlamento de Macau também já havia aprovado uma proposta do governo para aumentar em 2,86 bilhões de patacas (301,7 milhões de euros) as despesas previstas no orçamento de 2025, para reforçar os apoios sociais. A revisão inclui a criação de um subsídio, no valor total de 54 mil patacas (cerca de 5.700 euros), para crianças de até 3 anos, na tentativa de elevar a menor natalidade do mundo. A principal razão para a queda das despesas foram os gastos com obras públicas – o Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA) – que recuaram 17,4% até abril, para 4,66 bilhões de patacas (491,4 bilhões de euros). O orçamento para este ano já previa uma queda de 8,6% no PIDDA, que inclui grandes projetos como a Linha Leste do VLT, que irá chegar à principal fronteira com a China continental, no norte da península de Macau. As despesas com funcionários públicos também diminuíram 2,1%, para 4,83 bilhões de patacas (508,9 milhões de euros), depois que a função pública não teve nenhum aumento salarial em 2026, pelo segundo ano consecutivo. Segundo dados oficiais, no final de 2025 a função pública da região tinha 33.856 trabalhadores, 325 a menos que em 2024. As estatísticas não revelam quantos têm nacionalidade portuguesa, mencionando apenas que 226 nasceram em Portugal. Ao contrário da despesa pública, a receita corrente de Macau subiu 17,6 % nos primeiros quatro meses de 2026, para 40,3 bilhões de patacas (4,25 bilhões de euros). A principal razão para o aumento foi um aumento de 16,9%, para 34,9 bilhões de patacas (3,68 bilhões de euros), nas receitas de impostos sobre jogos – que representam 84,5% do total. As seis operadoras de jogos da cidade pagam um imposto direto de 35% sobre as receitas do jogo, 2,4% destinado ao Fundo de Segurança Social de Macau e ao desenvolvimento urbano e turístico, e 1,6% entregue à Fundação Macau para fins culturais, educacionais, científicos, acadêmicos e filantrópicos. As receitas totais dos cassinos de Macau atingiram entre janeiro e abril 85,8 bilhões de patacas (9,05 bilhões de euros), um aumento de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Com as despesas em queda e as receitas em alta, o território registrou um superávit nas contas públicas de 18,2 bilhões de patacas (1,92 bilhão de euros), 72,1% a mais do que até abril de 2025. No orçamento para todo o ano de 2026, o Governo de Macau havia previsto um superávit bem menor, no valor de 5,22 bilhões de patacas (550,6 milhões de euros). O território terminou 2025 com um superávit nas contas públicas de 19,9 bilhões de patacas (2,09 bilhões de euros), 26,1% a mais que no ano anterior. Leia também: Lucro da operadora de cassinos Wynn Macau sobe 10,9% no primeiro trimestre



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