Gastos públicos de Macau caem em janeiro apesar do reforço

Gastos públicos de Macau caem em janeiro apesar do reforço

Segundo dados publicados ‘online’ pela Direção dos Serviços de Finanças (DSF), a região gastou no mês passado 4,67 bilhões de patacas (487,5 milhões de euros). A principal razão para a queda foram os gastos com o funcionamento da administração pública, que encolheram mais da metade (55%), para menos de 63 milhões de patacas (6,57 milhões de euros). Ao contrário, os gastos com obras públicas – o Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA) – aumentaram 4,2% em janeiro, para 619,7 milhões de patacas (64,7 bilhões de euros). Isso apesar do orçamento prever para este ano uma queda de 8,6% no PIDDA, que inclui grandes projetos como a Linha Leste do VLT, que chegará à principal fronteira com a China continental, no norte da península de Macau. Também os gastos com apoios e subsídios sociais cresceram 0,4% em comparação com o primeiro mês de 2024, para 2,8 bilhões de patacas (292,2 milhões de euros). O orçamento aprovado em novembro inclui benefícios fiscais para atrair empresas de fundos mútuos, fundos mútuos especiais e investidores em fundos para ajudar a desenvolver o setor financeiro. Além disso, o governo isentou do imposto de selo a compra da primeira casa por moradores, até seis milhões de patacas (649 mil euros), em um documento que previa um aumento de 4,3% nos apoios e subsídios sociais. Em julho, o parlamento de Macau também já havia aprovado uma proposta do governo para aumentar em 2,86 bilhões de patacas (304,3 milhões de euros) as despesas previstas no orçamento de 2025, para reforçar os apoios sociais. A revisão inclui a criação de um subsídio, no valor total de 54 mil patacas (cerca de 5.750 euros), para crianças de até três anos, na tentativa de elevar a menor taxa de natalidade do mundo. Ao contrário da queda registrada na despesa, a receita corrente de Macau subiu 12,5% em janeiro, para 9,62 bilhões de patacas (mais de 1 bilhão de euros). A principal razão para o aumento foi um aumento de 14,6%, para 8,24 bilhões de patacas (859,5 milhões de euros), nas receitas de impostos sobre o jogo – que representam 85,4% do total. As seis operadoras de jogos da cidade pagam um imposto direto de 35% sobre as receitas do jogo, 2,4% destinado ao Fundo de Segurança Social de Macau e ao desenvolvimento urbano e turístico, e 1,6% entregue à Fundação Macau para fins culturais, educacionais, científicos, acadêmicos e filantrópicos. As receitas totais dos cassinos de Macau atingiram 22,6 bilhões de patacas (2,37 bilhões de euros) em janeiro, 24% a mais que no mesmo período de 2024. O território terminou o primeiro mês do ano com um superávit nas contas públicas de 4,97 bilhões de patacas (518,5 milhões de euros), 29% a mais que em janeiro do ano passado. Leia Também: Lucros da operadora de cassino em Macau Melco quadruplicam em 2025

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