Dia da Saúde da Mulher. CGTP denuncia “política desastrosa”

Instituído em 1987, o Dia Internacional pela Saúde da Mulher é comemorado na quinta-feira para conscientizar a sociedade sobre direitos sexuais e reprodutivos, bem como para a prevenção de doenças como câncer de mama, colo do útero e doenças crônicas. Em comunicado divulgado hoje, a CIMH da CGTP destaca que se trata de “um lembrete anual para que os governos garantam que as mulheres tenham acesso pleno e seguro aos cuidados de saúde necessários”. Um lembrete, nota, “muito oportuno” tendo em conta “a política de saúde desastrosa que está a ser seguida pelo Governo, em particular em relação à gravidez, às urgências e ao ataque global e deliberado ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)”. Sustentando que “o SNS não é apenas uma estrutura administrativa”, mas “um direito essencial consagrado na Constituição da República Portuguesa”, a CIMH ressalta que “é o lugar onde a maternidade tem de ser protegida, onde a doença encontra cuidado (e) onde se recusa transformar a saúde em negócio”. “Fechar uma maternidade não é desligar uma luz — é apagar um começo. Encerrar uma urgência não é reorganizar recursos — é transformar quilômetros em perigo, espera em angústia, distância em risco. E quem carrega esse peso? As mulheres. Sempre as mulheres”, enfatiza. Recusando o argumento de que o fechamento de maternidades é uma “reorganização”, “racionalização” e “inevitabilidade”, a estrutura da CGTP defende que se trata, na verdade, de um “desmantelamento”. “A saúde da mulher não cabe em cortes, mapas ou desculpas técnicas. Cabe em cuidados próximos, em equipes completas, em portas abertas quando a vida chama. A saúde da mulher exige proximidade. Não aceitamos um país onde nascer depende do CEP”, diz. Para a CIMH, “um país que falha às mulheres e às crianças falha ao seu futuro”, sendo conhecido que, “apesar da maior esperança de vida, as mulheres em Portugal enfrentam uma maior carga de doenças crónicas”. Exigindo “investimento público e profissionais valorizados”, “respeito por quem cuida e por quem precisa ser cuidada” e “serviços públicos à altura de quem neles confia para viver”, a CIMH da CGTP ressalta que “defender a saúde das mulheres é defender o Serviço Nacional de Saúde” com “tudo o que ele deve ser: público, universal, acessível, humano”. Leia Também: Nuno Espírito Santo à beira de demissão (sem direito a indenização)



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