EDP estima impactos do mau tempo de 80 milhões com maior

“Tivemos mais de seis mil quilômetros de rede impactados e mais de 220 megawatts de ativos também impactados”, disse Miguel Stilwell d’Andrade, no âmbito da apresentação dos resultados anuais do grupo que integra a E-Redes, responsável pela operação das redes de distribuição em Portugal continental. “Nós estimamos o custo da reconstrução e dos impactos em geral (…) em cerca de 80 milhões de euros”, acrescentou, referindo que o valor inclui reconstrução da rede, custos com geradores e custos com pessoal. Miguel Stilwell d’Andrade revelou ainda que a empresa está quase finalizando a ligação dos clientes que ainda estão sem energia. “Estamos bem no final, temos só dois municípios que ainda têm alguns clientes para ligar, mas temos as equipes em pleno trabalhando nisso”, disse. Segundo dados de 22 de fevereiro, cerca de 1.800 clientes da E-Redes das localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou em 28 de janeiro por Portugal continental, continuavam sem energia elétrica. Questionado sobre a necessidade de acelerar investimentos na resiliência da rede, nomeadamente no enterramento de linhas elétricas, o responsável afirmou que a empresa tem vindo a defender “um aumento de investimento nas redes” e lembrou que foi apresentada uma proposta para aumentar “em cerca de 70% o investimento”. “Se devemos enterrar ou não, acho que isso tem que ser visto caso a caso”, afirmou, ressaltando que “são análises técnicas que têm que ser feitas de forma ponderada, porque enterrar as redes tem um custo grande que depois tem que ser pago”. O gestor defendeu que a resiliência não deve ser vista “exclusivamente sob o prisma de enterrar ou não enterrar”, apontando alternativas como redes “mais malhadas” e maior redundância, numa lógica de “melhor custo-benefício”. Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. (Notícia atualizada às 19h05) Leia Também: Lucro da EDP sobe 44% para 1.150 milhão em 2025



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