Renováveis? CEO da EDP vê Estados Unidos como “excelente

Renováveis? CEO da EDP vê Estados Unidos como "excelente

Em declarações à Lusa no âmbito da apresentação dos resultados de 2025, Miguel Stilwell d’Andrade afirmou que “grande parte do investimento em renováveis ​​continua a ser canalizado” para este mercado. Além disso, ele disse que estão vendo um “grande aumento de demanda (por renováveis) nos Estados Unidos e, portanto”, também pelos projetos da empresa. A EDP fechou 2025 com um resultado líquido de 1.150 milhões de euros, um aumento de 44% em relação aos cerca de 800 milhões de euros do ano anterior. Já a EDP Renováveis ​​reportou um resultado líquido de 216 milhões de euros, uma melhora de cerca de 770 milhões de euros em relação aos prejuízos de 556 milhões de euros reportados no ano anterior. Os lucros recorrentes do braço para as renováveis ​​do grupo totalizaram perto de 330 milhões de euros, uma subida de 50% face aos resultados obtidos em 2024 que tinham sido impactados, sobretudo, “pela saída da Colômbia”, lembrou o também presidente executivo da EDP Renováveis. Segundo explicou o gestor, as renováveis ​​foram “o principal impulsionador da melhoria” das contas, em um ano em que a empresa registrou “um aumento de cerca de 2 gigawatts de capacidade, principalmente nos Estados Unidos e na Europa”. Os resultados também refletem o investimento que a EDP vem fazendo nessas regiões e o “maior foco (…) em mercados de menor risco”. Além das renováveis, a EDP beneficiou de “um bom desempenho do lado das redes, nomeadamente em Portugal e Espanha” e de “uma melhor visibilidade regulatória para o próximo período”, bem como de “uma boa performance hídrica”, num ano “com níveis muito elevados de armazenamento”. Segundo o gestor, também houve “um grande aumento de demanda de energia na Península Ibérica”. A empresa também registrou “pelo segundo ano consecutivo” uma “redução de custos em termos nominais em relação ao ano anterior”, o que demonstra “o esforço que a empresa vem fazendo do ponto de vista de produtividade”. Do ponto de vista financeiro, a EDP reduziu a dívida em 200 milhões de euros em relação ao ano anterior, posicionando o grupo para alcançar os objetivos, não apenas os de 2025, que foram “cumpridos e até superados”, segundo o gestor, mas também os relativos a 2026. Quanto às perspectivas, o presidente executivo do grupo reiterou que espera “resultados líquidos recorrentes na ordem de 1,2 a 1,3 bilhão de euros” em 2026. Leia Também: EDP estima impactos do mau tempo de 80 milhões com maior peso nas redes

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