Electrolux vai demitir trabalhadores na Itália para

Segundo a Electrolux, o plano prevê a eliminação de 1.700 postos de trabalho em um universo de cerca de 4.500 trabalhadores na Itália, bem como o fechamento da fábrica de Cerreto d’Esi, no centro do país. Em comunicado, a empresa justificou a decisão com a necessidade de adaptar a rede produtiva italiana a um “plano global mais abrangente” destinado a “melhorar a eficiência operacional” e tornar o grupo mais “ágil e competitivo”. A multinacional argumentou ainda que o setor europeu de eletrodomésticos enfrenta “há anos” dificuldades significativas, devido à “demanda persistentemente fraca”, ao aumento da concorrência, aos altos custos estruturais e à crescente complexidade operacional. “Esse contexto difícil tornou necessário que o Grupo Electrolux adaptasse a estrutura industrial, a fim de garantir a eficiência a longo prazo, em linha com a dinâmica de mercado em constante evolução”, concluiu a empresa. Nesse sentido, a líder do principal partido de oposição italiano, Elly Schlein, pediu hoje ao governo da primeira-ministra Giorgia Meloni que intervenha para frear as demissões anunciadas pela empresa. “Os trabalhadores não devem pagar pelas reestruturações das empresas. Temos que proteger a presença do setor de eletrodomésticos no país, começando pela pesquisa e desenvolvimento. Um país sem políticas industriais está destinado ao declínio”, disse Schlein, expressando solidariedade aos trabalhadores afetados. O ministro das Empresas e do ‘Made in Italy’, Adolfo Urso, convocou para 25 de maio uma reunião entre a direção da Electrolux e os sindicatos, segundo comunicado do ministério. “Como de costume, o ministério acompanhará desde o primeiro momento a situação com o máximo de empenho e com o objetivo de promover soluções consensuais entre as partes, em um quadro que garanta a proteção do emprego e a continuidade produtiva”, diz a nota. Enquanto isso, os trabalhadores da Electrolux iniciaram greves e manifestações nas cinco unidades industriais do grupo na Itália. A FIOM-CGIL, principal federação sindical do setor industrial italiano, convocou paralisações em todas as fábricas da empresa. “Não permitiremos mais nenhum desastre industrial. Não permitiremos que empregos ou produções sejam eliminados no país”, advertiu a entidade sindical. Leia Também: PayPal fará “adoção agressiva de IA”. Estão previstos demissões



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