Emissão líquida de notas cai e de moedas metálicas sobe em

Segundo o BdP, que informou o relatório da emissão monetária relativo a 2025, a “emissão líquida de notas continuou a diminuir em Portugal”, tendo saído do banco central 6.022 milhões de euros em notas e entrado 8.879 milhões. “Apesar de as receitas do turismo em Portugal terem atingido um valor recorde, o número de notas entradas no banco central diminuiu em relação ao ano anterior, o que pode estar relacionado ao uso do dinheiro como reserva de valor”, destacou. Já a emissão líquida de moeda metálica permaneceu “em crescimento”, tendo saído do Banco de Portugal 67 milhões de euros em moedas e entrado 35 milhões. “As moedas de 1 e 2 centavos voltaram a ser uma das mais requisitadas: representaram, juntas, 37% do total de moedas saídas”, indicou a instituição. O BdP disse ainda que a Valora “produziu 104 milhões de notas de 10 euros, correspondentes à quota-parte de produção atribuída ao Banco de Portugal, nos termos do acordo celebrado com os bancos centrais da Áustria e da Bélgica”. Por outro lado, durante o ano, o banco central verificou “a genuinidade e a qualidade de 382 milhões de notas e de 82 milhões de moedas”, sendo que, manualmente, “valorizou 578 mil notas e 190 mil moedas degradadas, tendo reembolsado 11,3 milhões de euros aos cidadãos que as apresentaram”. Segundo a mesma nota, as instituições de crédito e as empresas de transporte de valores “analisaram cerca de nove vezes mais notas e 24 vezes mais moedas do que o Banco de Portugal”, e para garantir que as entidades cumpram “as regras de recolocação do numerário em circulação”, o BdP realizou 572 inspeções. Por outro lado, a falsificação de notas e moedas de euro permaneceu reduzida, de acordo com a instituição, com 8.839 falsificações de nota e 2.657 de moeda detectadas. Segundo o BdP, cerca de 184 mil pessoas recorreram aos serviços de tesouraria da instituição, que “analisou 853 reclamações de clientes bancários sobre dinheiro”. O banco central revelou ainda que durante o apagão, em 28 de abril, garantiu, “sem interrupção, os serviços de tesouraria prestados ao sistema bancário”. Segundo a entidade, nos dias seguintes, “o número de operações de saque realizadas nos caixas eletrônicos aumentou, bem como o valor médio sacado, evidenciando a importância do numerário em cenários de contingência”. “É prudente que os cidadãos mantenham uma reserva de dinheiro físico, com cédulas e moedas de diferentes denominações, suficiente para, em caso de imprevisto, fazer frente a despesas essenciais e urgentes”, aconselhou. O relatório apontou ainda que “a destruição de notas inaptas para circular resultou em 90 toneladas de fragmentos, em sua maioria incinerados para produção de eletricidade”. Leia Também: Superávit externo da economia recua para R$ 246 milhões até fevereiro



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