Emprego público sobe 1,8% no 3.º trimestre, mas recua em

Emprego público sobe 1,8% no 3.º trimestre, mas recua em

“A 30 de setembro de 2025, o emprego no setor das administrações públicas situou-se em 759.402 postos de trabalho, assinalando um aumento de 1,8% em termos homólogos e um decréscimo de 0,2% face ao trimestre anterior”, refere a Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP), elaborada pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

Este aumento de 13.137 postos de trabalho face ao terceiro trimestre de 2024 ocorreu principalmente na administração central (+8.724 postos de trabalho) e local (+5.077 postos de trabalho), com destaque para as carreiras de técnico superior, assistente operacional, assistente técnico, de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário e de enfermeiro.
Por sua vez, o recuo trimestral de 1.526 postos de trabalho é justificado com a diminuição do emprego na administração central (-2.687 postos de trabalho), cuja queda se deveu “principalmente, à redução dos postos de trabalho na área governativa da Educação, Ciência e Inovação (-3.639 postos de trabalho), em resultado da cessação de contratos a termo de docentes da educação pré-escolar do ensino básico e secundário e do ensino superior politécnico”,lê-se.
Nesta síntese, é também possível verificar que 7% da população total trabalhava no setor das administrações públicas, 13,4% da população ativa e 14,2% da população empregada.
Em termos de entradas e saídas de trabalhadores, entre 01 de janeiro e 30 de setembro registou-se um saldo líquido positivo de 5.845 postos de trabalho, impulsionado sobretudo pelos “saldos positivos da administração central (+2.519) e da administração local (+3.878)”.
No que respeita aos salários, o ganho médio mensal nas administrações públicas subiu 6,7% para 2.255 euros em julho, face ao mesmo período do ano anterior, à boleia do aumento da remuneração base média mensal, bem como da maioria das restantes componentes (como suplementos regulares e pagamentos por horas suplementares ou extraordinárias).
Já a remuneração base média mensal na função pública aumentou 6,3% em julho, face ao período homólogo, para 1.876,2 euros, segundo os dados da DGAEP.
Para este crescimento contribuiu “a aplicação das medidas de valorização remuneratória aprovadas para os trabalhadores em funções públicas e a entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios”, além da subida do salário mínimo nacional e da base remuneratória na administração pública.
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