Municípios Relatam Prejuízos e Pedem Financiamento Para
advertisemen tO presidente da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAM), João Ferreira, alertou que as cheias que se fazem sentir em quase todo o País estão a causar prejuízos avultados, acrescentando que será necessário um grande financiamento para responder aos impactos. Sem avançar números concretos, o responsável esclareceu que as autarquias estão a monitorar a situação e a fazer o mapeamento para contabilizar as perdas, salientando que é momento de a edilidade começar a incentivar construções em sítios altos para evitar os mesmos problemas no futuro. “Acho que chegou o momento de todos construirmos algo, não só para nós, mas para os nossos filhos e netos. Devemos investir em locais altos e bons. Claro que vai sempre haver um e outro problema de cheias, mas não será sistemático”, apelou o dirigente, revelando estar a decorrer uma campanha, através da plataforma ‘SOS’, de mobilização de fundos para apoiar os municípios afectados. Nesta terça-feira (20), o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) alertou que Moçambique pode estar perante uma situação de cheias potencialmente mais grave do que a registada em 2000, onde aproximadamente 800 pessoas morreram, naquela que é considerada uma das maiores catástrofes naturais da história do País. As cheias de 2000 em Moçambique foram provocadas por chuvas intensas e ciclones tropicais, que atingiram sobretudo as bacias dos rios Limpopo, Incomáti, Umbelúzi e Save, afectando gravemente o sul e centro do País. O desastre deixou milhões de afectados, destruiu infra-estruturas, habitações e campos agrícolas e provocou elevados prejuízos económicos. Actualmente, o Governo enfrenta um défice de 6,6 mil milhões de meticais para responder à actual época chuvosa, num contexto em que são necessários 14 mil milhões de meticais para assegurar a assistência humanitária, apoio aos deslocados, serviços de saúde e alimentação nos centros de acomodação. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement



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