Estado Investiu 8 Milhões de Dólares em Recursos Naturais
Nos últimos 19 anos, o Estado canalizou um total de 518 milhões de meticais (8 milhões de dólares) para 1580 comités comunitários de gestão de recursos naturais. A informação foi partilhada nesta quarta-feira, 30 de Julho, pelo secretário de Estado do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Gustavo Djedje.
“O País consolidou a implementação do Diploma Ministerial que regula a canalização dos 20% das taxas de exploração dos recursos naturais, especialmente os florestais e faunísticos. No período compreendido entre 2005-2024, foram canalizados 518 milhões de meticais para 1580 comités de gestão de recursos naturais”, avançou o responsável citado numa publicação da Lusa.
Falando na abertura da 6.ª Conferência Nacional sobre o Maneio Comunitário de Recursos Naturais, em Maputo, o dirigente explicou que os fundos serviram para alavancar múltiplas iniciativas comunitárias para a geração de rendimento e para o financiamento das actividades em benefício das comunidades locais, como o comércio, furos de água, construção de salas de aula e unidades sanitárias.
Gustavo Djedje explicou haver necessidade de se reforçar a “participação activa das comunidades locais na gestão dos fundos alocados, para se assegurar o acesso e uso racional de recursos naturais para o desenvolvimento económico e social.”
Recentemente, foi anunciado que o País poderá ser banido do comércio internacional de espécies florestais em vias de extinção, incluindo o valioso pau-preto, devido ao incumprimento das normas de exportação estabelecidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).
O alerta foi lançado na cidade de Lichinga, província de Niassa, durante um seminário sobre a regulamentação da CITES, por representantes da Autoridade Científica da Convenção, que manifestaram preocupação com a contínua proliferação de madeira de pau-preto nos mercados internacionais sem qualquer tipo de rastreio por parte das autoridades nacionais.
Moçambique é actualmente o maior detentor mundial de pau-preto, uma espécie de alto valor comercial, muito procurada sobretudo na Ásia e na Europa, para a produção de mobiliário de luxo e instrumentos musicais. No entanto, a fraca fiscalização e o crescimento do contrabando têm colocado o País sob vigilância internacional.



Publicar comentário