“Estado português devia decidir que quer fazer” nos

“O Estado português deveria decidir o que quer fazer: se quer ser um Estado liberal ou se quer ser um Estado interventivo. Acho que meias medidas, tal como tivemos noutras situações, com outros governos, em que estamos sucessivamente com medidazinhas, (…) não resolve nada. Neste momento, embaratecer os combustíveis apenas significa que é mais gasolina para a fogueira”, afirmou Rui Oliveira. Para o diretor da empresa SIRL, com sede em Penela, que se dedica à fabricação e comercialização de máquinas e ferramentas para a construção civil, ou “se define um teto para o preço dos combustíveis” ou o cenário será de incerteza, manifestando “muitas dúvidas em relação às medidas”. “Ou não se toma nenhuma medida e a demanda por combustíveis cai e os preços, talvez, também se reflitam em uma desaceleração, ou, se quisermos manter o mesmo consumo, acho que teremos problemas muito grandes no curto e no médio prazo”, acrescentou. À Lusa, Rui Oliveira disse que a empresa ainda não está “a fazer nada sobre os preços dos produtos”, mas admitiu que pode haver reajustes no final de março. “Ainda não temos a firme certeza se estamos falando em impactos temporários ou efetivamente muito estruturais. São dúvidas que temos e estamos acompanhando de muito perto e, até o final do mês, poderemos ter que tomar outras medidas em termos de nossos preços e repassar isso aos clientes de forma mais permanente e mais forte. Mas estamos fazendo tudo no sentido contrário para reduzir o impacto no mercado o máximo possível”, indicou. Mais de 60% do faturamento da SIRL é para o exterior, com a empresa vendendo para 105 países. Leia Também: Combustíveis. Associação acusa governo de “linguagem inflamatória”



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