Estes são os problemas que mais preocupam as empresas

Porto, 12 fev 2026 (Lusa) — Os ciberataques de grande dimensão, a crise financeira e a disrupção das cadeias de abastecimento estão entre os problemas que mais preocupam as empresas portuguesas, segundo um barómetro da Porto Business School (PBS). Em comunicado, a PBS informou os resultados da segunda edição do Barômetro de Risco Geopolítico para Empresas, do Observatório de Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School, indicando que “entre os riscos mais altos, a curto e médio/longo prazos, destacam-se os ciberataques de grande escala (numa lógica de ameaça híbrida), a crise financeira e a ruptura das cadeias de suprimentos – que sobe para o terceiro lugar”. Já os conflitos comerciais entre EUA, China e UE caem para o quinto posto, indicou a PSB. Segundo a instituição, “a competição geopolítica surge como um dos principais vetores de risco, manifestando-se principalmente por meio de preocupações com ataques cibernéticos de grande porte a infraestruturas críticas ou empresas, em um contexto de guerra híbrida com patrocínio estatal, que é avaliada como alto risco por 63% dos entrevistados”. Ao mesmo tempo, permanece “uma apreensão expressiva de que as consequências da crescente corrida geopolítica possam, por meio de instabilidade e eventual disrupção, levar a uma nova crise financeira, semelhante à verificada em 2007”, uma “referência negativa marcante e ainda muito presente no imaginário econômico das empresas”. Assim, esse risco é apontado como alto por 58% dos entrevistados. Por outro lado, “o temor ligado aos conflitos intraeuropeus assume particular relevância nesta edição”, reforçando “a principal preocupação das organizações, tanto no curto prazo (63%) quanto no médio e longo prazo (53%)”. Nesse contexto, “a eventual ruptura das cadeias de suprimentos entra no ‘top’ três das maiores inquietações das empresas, sendo identificada como alto risco por 55% dos entrevistados”. O barômetro demonstra ainda “um agravamento da percepção de risco entre empresas importadoras e exportadoras em relação à disrupção das cadeias de suprimentos, tendo esta sido identificada como risco elevado por 72% dos entrevistados”. Já no que diz respeito “às estratégias de resposta a esse contexto, o Barômetro da PBS indica que as empresas continuam a privilegiar soluções baseadas em parcerias estratégicas (44%), tratados multilaterais (42%), capacidade interna (P&D) (40%) e melhoria da preparação geopolítica (37%)”. O barômetro entrevistou executivos de empresas baseadas em Portugal e com operação nacional e internacional, sendo considerados 330 inquéritos válidos, entre 8 e 20 de dezembro de 2025. Leia Também: Câmara do Porto duplicou leitos para moradores de rua no Hospital Joaquim Urbano



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