Estreia: IGCP lança 1.ª emissão em moeda chinesa CNH

Em comunicado, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) diz que esta emissão, no formato de ‘private placement’ e com um montante de 1.990 milhões de CNH – a versão da moeda chinesa negociada fora da China continental — foi realizada ao abrigo do novo programa “Euro Medium Term Notes” (EMTN) de 15.000 milhões de euros da República Portuguesa. “Esta emissão (…) complementa outras emissões de EMTN com colocação privada já realizadas este ano (ao abrigo do mesmo programa), reforçando a diversificação da oferta de instrumentos de dívida por Portugal”, salienta. De acordo com o IGCP, essas emissões são parte integrante do Programa de Financiamento da República Portuguesa para 2026, que inclui emissões de EMTN com um montante total de 2.500 milhões de euros. No âmbito deste programa, já foram emitidos este ano 599 milhões de euros de EMTN, distribuídos por quatro emissões. A primeira, em 18 de fevereiro, foi de 150 milhões de euros, com vencimento de 12 anos e taxa de juros fixa de 3,40% nos dois primeiros anos e, nos anos seguintes, com taxa de juros variável determinada por Euribor 6m (seis meses) + 0,50%, com mínimo de 2,15% e máximo de 3,65% (código ISIN PTIGCDOE0007). Seguiu-se outra, em 1º de abril, de 100 milhões de euros, com vencimento de três anos e taxa de juros variável determinada por Euribor 3m — 0,208%, com mínimo de 1,75% (ISIN PTIGCEOE0006), e, em 9 de abril, a agora anunciada primeira emissão em CNH. A quarta emissão ocorreu na última quarta-feira, no valor de 100 milhões de euros, com vencimento de sete anos e opção de reembolso antecipado pela República ao final do terceiro ano, com taxa de juros fixa de 3,095%. Para “alinhar o perfil de risco das emissões com o das demais fontes de financiamento da República”, o IGCP diz que foram realizadas simultaneamente operações de hedge (de taxa de juros e câmbio) que permitiram que o custo ‘all-in’ de cada uma das quatro emissões fosse fixado em taxa de juros inferior à taxa de juros das Obrigações do Tesouro negociadas em mercado secundário (para as respectivas maturidades). “O programa EMTN complementa assim a estratégia de financiamento da República, ao permitir o acesso a mercados alternativos, diversificar as fontes de financiamento e atrair novos investidores a um custo favorável”, finaliza a agência. Leia Também: Taxa de emprego em Portugal e outros 8 países da OCDE em máximos



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