Executivo Estima Que Quase 94% do Orçamento de 2026 Será

Reservas Internacionais Líquidas Cresceram Para 3,8 Mil

O Governo estima que 93,9% do orçamento de 2026 será usado para suprir as despesas relacionadas com o funcionamento do Estado, com destaque para o pagamento de salários e encargos com a dívida, prevendo que apenas 6,1% seja direccionado ao investimento interno.

“Só com despesas com o pessoal, o Executivo estima gastar, no próximo ano, quase 214 mil milhões de meticais (3,3 mil milhões de dólares), o que representa 47,3% da despesa total”, explica o documento sobre Cenário Fiscal de Médio Prazo (CFMP) de 2025-28, adoptado a 24 de Junho em Conselho de Ministros.

O documento revelou ainda que a aquisição de bens e serviços no período em análise está orçamentada em 28,9 mil milhões de meticais (448,3 milhões de dólares), “reflectindo as medidas de contenção e racionalização da despesa administrativa”.

No que diz respeito aos encargos com os juros da dívida pública, estes vão somar, em 2026, 67,6 mil milhões de meticais (mil milhões de dólares), dos quais 56,4 mil milhões de meticais (874 milhões de dólares) referentes à dívida interna. “As operações financeiras, incluindo amortizações de dívida, serão de quase 62,7 mil milhões de meticais (972,9 milhões de dólares)”, frisou.

O relatório do Governo avançou que as transferências correntes do Estado em 2026 deverão totalizar praticamente 46,9 mil milhões de meticais (727 milhões de dólares), enquanto as transferências para as famílias deverão situar-se nos 34,9 mil milhões de meticais (541,4 milhões de dólares), essencialmente através de pensões e programas de protecção social.

Entretanto, as despesas de investimento interno estão projectadas em 27,7 mil milhões de meticais (429,7 milhões de dólares), representando 6,1% da despesa total daquele ano, “reforçando a orientação para investimentos com elevado impacto económico e social”.

“A despesa estimada para 2026 procura assegurar a continuidade dos serviços públicos essenciais, cumprir os compromissos financeiros do Estado e promover a retoma gradual do investimento público. A consolidação fiscal prossegue de forma gradual e realista, preservando a capacidade do Estado de financiar políticas públicas orientadas para a inclusão social, crescimento económico e resiliência institucional”, concluiu.a d v e r t i s e m e n t

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