Faturamento do grupo Delta Cafés sobe 12% em 2025 para 650

“Bom, 2025 foi um ano muito desafiador” e em que “o crescimento foi robusto”, diz Rui Miguel Nabeiro. “Nós crescemos para cima dos 650 milhões de euros, mais ou menos 12% face ao ano anterior” e, “obviamente, com um empurrar muito grande no preço do café, que foi o maior desafio que tivemos, talvez, no ano passado”, prossegue o CEO da Delta Cafés. O crescimento “muito robusto fora de Portugal nos coloca como sendo uma empresa portuguesa já com dimensão claramente europeia, ainda que com suas raízes muito firmes em Portugal e, em particular, em Campo Maior”, enfatiza o gestor. No ano passado, a Espanha continuou “com um desempenho extraordinário”, destaca Rui Miguel Nabeiro. Isso porque “consolidamos nossa posição no canal HoReca (Hotéis, Restaurantes, Cafés)”, um mercado crescendo a dois dígitos. Em 2025, “a Espanha também cresceu 12% em relação ao ano anterior”, aponta, dizendo que o grupo português conseguiu “consolidar muito” sua posição nesse mercado. Até porque o grupo, pela primeira vez, ganhou o prêmio Cinco Estrelas da marca com melhor reputação na Espanha, o que para o gestor demonstra que o consumidor espanhol reconhece o valor da Delta. Além da Espanha, “a Europa toda cresceu, de fato, a um bom ritmo”, aponta. “Já somos uma empresa realmente com dimensão europeia, ainda que sempre portuguesa”, enfatiza Rui Miguel Nabeiro, ressaltando que o mercado polonês também está indo bem. “A Polônia nos correu muito bem também, com a Biedronka, com a parceria com o grupo Jerónimo Martins, onde a Delta, pela primeira vez, aparece como líder de mercado em cápsulas” e “isso é motivo de muito orgulho para nós”. Em resumo, 2025 “foi um ano de crescimento muito, muito robusto no mercado polonês também, o que nos coloca em uma posição muito confortável”. Quanto à entrada na Eslováquia, em que a Delta acompanhou a expansão da Biedronka, Rui Miguel Nabeiro diz que ainda está em fase inicial. “Nossa parceria com a Biedronka vai muito bem” e “isso nos ajuda muito a consolidar essa posição como realmente uma empresa com sucesso na Europa”, enfatiza o gestor. Quanto à área não café, que representa cerca de 22% do faturamento do grupo, Rui Miguel Nabeiro destaca o desempenho “em especial da Suíça”, mercado onde o grupo comprou há dois anos a distribuidora AMD, em que o primeiro ano foi manter o negócio que já tinha. “A AMD, na verdade, faz (…) praticamente só não café. Então, de repente, nós na Suíça, metade do nosso negócio é de bebidas e outros tipos de produtos portugueses, vendemos bacalhau português, vendemos atum português”, diz. O desempenho foi “muito interessante, crescemos muito bem” e, além disso, “o mercado angolano também”, acrescenta. Atualmente, o negócio em Angola “60% é não café, só 40% do nosso negócio é café”, o qual “acabou por ter uma performance também muito boa”. Portanto, um crescimento de “dois dígitos” nesse negócio de não café, resume. Em Portugal, “são mais ou menos 400 milhões” de euros de faturamento no ano passado, diz o CEO do grupo Nabeiro-Delta Cafés. “O ano passado também foi um ano de reforço em Portugal”, mercado que é “um pilar que não pode vacilar em nenhum momento no nosso negócio, é a nossa base, é a nossa raiz e é aqui que temos que continuar a fazer bem”, sublinha o gestor. Leia Também: “Queremos ser uma das 10 maiores torrefadoras”, diz CEO da Delta Cafés



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