FMI vê Angola a crescer 2,3% e reduz previsão para a África

“O crescimento na África subsaariana deve se manter relativamente estável, ficando em 4,3% em 2026 e 4,4% em 2027″, lê-se nas Perspectivas Econômicas Globais, divulgadas hoje, no início dos Encontros Anuais do FMI e Banco Mundial, que acontecem esta semana em Washington. As principais economias da região continuam a se beneficiar da estabilização macroeconômica e dos esforços de reforma realizados no passado”, apontam economistas do FMI. Um exemplo disso é a Nigéria, a maior economia da região, onde “o ritmo de crescimento permanece em 4,1% em 2026, apoiado por maior estabilidade macroeconômica e efeitos positivos dos termos de troca, enquanto os custos mais altos de bens e transporte constituem fatores adversos”. A análise mais detalhada sobre os países da África subsaariana será divulgada na quinta-feira, quando o FMI apresentar o relatório sobre a região, mas no documento sobre a economia global já se sabe que Angola teve uma revisão para cima da previsão de crescimento de sua economia para este ano. e no ano que vem, com quedas no Produto Interno Bruto de 2,7% em 2026 e 1,3% em 2027, mantendo uma crise econômica que já dura mais de uma década. a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deu conta de uma “quebra significativa” a nível global, recuando para os valores de 2015. “A ajuda internacional dos países membros e associados do Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) diminuiu 23,1% em termos reais no ano asado, em comparação com 2024, o maior declínio anual na história da APD”, anunciou a entidade na semana passada. bilhões de dólares (quase 150 bilhões de euros) em 2025, representando 0,26% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) combinado desses países, uma queda em relação aos 214,6 bilhões de dólares (183 bilhões de euros), ou 0,34% do RNB, registrados em 2024″. O FMI reviu para baixo a previsão de crescimento global de 3,3% para 3,1% em 2026, devido ao impacto do conflito no Oriente Médio, tendo apresentado um conjunto de cenários que mostram os possíveis impactos de uma guerra mais demorada. em comparação com a última atualização global, feita em janeiro de 2026. O FMI aponta que, antes do conflito, as previsões seriam revistas para cima, de modo que esse corte se deve em grande parte às disrupções causadas pela guerra Leia Também: CAN2025: Torcedores do Senegal condenados por distúrbios na final



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