Trabalhadores da Lucena & Lucena em greve contra salários em

A paralisação afetou o Instituto Politécnico do Porto (IPP) e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), bem como outras entidades em todo o país, já que a empresa é contratada para prestar serviços de limpeza, explicou à Lusa Eduardo Teixeira, coordenador nacional do STTEPS. O responsável diz que estão em causa 300 trabalhadores e que aos 15 a serviço do IPVC ainda não foi pago o salário de março. “A greve foi convocada por conta dos problemas que, há três meses, não conseguimos resolver, com pagamentos de salários, abonos de férias ou pagamentos previdenciários”, disse o coordenador. O STTEPS convocou outra greve com o mesmo propósito para o dia 30 de abril e só admite suspendê-la “se a empresa cumprir”. “Vamos aguardar o posicionamento da empresa frente ao IPP e ao IPVC para ver se estarão reunidas as condições para os trabalhadores continuarem trabalhando”, disse. Eduardo Teixeira disse ainda à Lusa ter recebido um e-mail da empresa dizendo que a Lucena & Lucena “está com dificuldades financeiras e quer rescindir contrato com o IPP e o IPVC para conseguir assegurar outros serviços menores”. Em comunicado, o IPVC assegura que “tem cumprido integralmente todas as obrigações contratuais e financeiras para com a empresa adjudicatária, não havendo qualquer incumprimento por parte da instituição relativamente aos pagamentos devidos no âmbito do contrato em vigor”. “Trata-se, portanto, de situação que decorre da esfera de responsabilidade da empresa contratada, à qual compete assegurar integralmente o pagamento tempestivo dos salários a seus empregados, bem como o regular cumprimento das demais obrigações trabalhistas e legais”, ressalta. O IPVC afirma ainda que, “diante da gravidade do ocorrido, tem desenvolvido diligências cabíveis junto à empresa no sentido de exigir o imediato esclarecimento da situação e sua rápida regularização”. O instituto se reserva “o direito de acionar os mecanismos contratuais e legais aplicáveis, caso isso se mostre necessário”. A Lusa tentou, sem sucesso até o momento, ouvir a empresa. Leia Também: Técnica “milagrosa” para limpar de vez os botões do fogão



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