Fotojornalista Carlos Uqueio Lança o Seu Primeiro Livro no

Fotojornalista Carlos Uqueio Lança o Seu Primeiro Livro no

O fotojornalista Carlos Uqueio lançou, na quarta-feira (22), no auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Maputo, seu primeiro livro intitulado “Repórter de sombras e esperança: A fotografia como testemunho da reportagem”, obra patrocinada pela instituição bancária. A publicação, segundo comunicado do BCI, reúne imagens, reportagens e reflexões construídas ao longo de 18 anos de trajetória profissional do autor no fotojornalismo. “Mais do que um livro de fotografias, a obra se apresenta como um testemunho visual da realidade social, política, cultural e humana do País, documentando momentos marcantes, histórias de adversidade, resistência, superação e esperança. Cada reportagem fotográfica é acompanhada de uma contextualização que reforça o papel da imagem como instrumento de memória, denúncia social e valorização da dignidade humana”, descreve-se no documento. Na cerimônia, o diretor do BCI, Luís Aguiar, destacou que o apoio do banco a essa iniciativa faz parte da visão institucional de promover o desenvolvimento por meio da cultura e do bem comum. “O BCI tem vindo a materializar o seu compromisso com a promoção da cultura através de um apoio consistente à comunidade e da contribuição para o bem comum, nomeadamente nas áreas da inclusão social, educação, saúde, meio-ambiente, sustentabilidade, desporto, cidadania e protecção das comunidades”, afirmou. O prefaciador da obra, o presidente do Conselho de Administração do BCI, Carlos Agostinho do Rosário, ressaltou a profundidade humana e reflexiva do trabalho de Carlos Uqueio, observando que as imagens reunidas no livro transcendem o valor estético para se afirmarem como memória viva de um país real, feita de desafios e esperança. A apresentação da obra ficou a cargo do jornalista Pretilério Matsinhe, que destacou o livro como “um convite à reflexão sobre questões centrais da sociedade moçambicana, desde os desafios ambientais e sociais até a responsabilidade coletiva na construção do futuro”. Referiu, ainda, que a obra projeta, com sensibilidade e lucidez, a essência do povo moçambicano, ao captar múltiplas realidades e transformá-las em testemunho e consciência. Segundo Matsinhe, o livro é, em última instância, uma reflexão sobre o próprio jornalismo e sobre o dever de cada cidadão contribuir para o progresso do País, com respeito aos princípios da liberdade, objetividade e clareza. Já o autor, Carlos Uqueio, afirmou que a obra representa mais do que um lançamento editorial, constituindo a materialização de 18 anos de trajetória em campo, a documentar realidades, vidas e acontecimentos que marcam o País. Ele ressaltou que as imagens reunidas no livro não são apenas registros fotográficos, mas provas e testemunhos de um Moçambique real, enriquecidos pela escrita como forma de oferecer contexto e profundidade ao olhar. Ao acolher e patrocinar esta iniciativa, o BCI reafirma seu compromisso com a cultura moçambicana, reconhecendo na arte e na literatura instrumentos de inclusão, cidadania e progresso, inspirando um futuro mais inclusivo e de esperança para Moçambique.

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