Fundação Tzu Chi Ajuda Mais de Duas Mil Famílias Afectadas
advertisemen tA Fundação Budista de Caridade Tzu Chi, uma organização social e humanitária internacional não-governamental com status consultivo especial no Conselho das Nações Unidas e com representação em Moçambique, comunicou que iniciou a primeira intervenção humanitária na província de Gaza, apoiando 2464 famílias afetadas pelas recentes inundações. Segundo comunicado citado pela Lusa, a iniciativa marca a estreia da instituição naquela província da região Sul, destacando que, desde o início das atividades no País, em 2012, as ações estiveram centradas na província de Sofala, no centro, fustigada sucessivamente por ciclones. “Este é, para nós, um marco importante desde o início da nossa jornada voluntária de apoio às comunidades moçambicanas”, disse o presidente da Fundação Tzu Chi Moçambique, Dino Foi, sublinhando que a distribuição dos donativos vai contemplar 2062 famílias no posto administrativo de Chilembene e 402 na localidade de Hokwe, no distrito de Chókwè. O executivo descreveu que a estratégia, “como sempre”, é focada em incentivar a sustentabilidade. “Essas famílias perderam tudo e precisam recomeçar. Pretendemos garantir condições para a produção de alimentos nessa fase inicial de recuperação.” Dino Foi afirmou que a assistência inclui distribuição de sementes de feijão, amendoim, milho, tomate, repolho e abóbora, instrumentos agrícolas, produtos alimentícios, purificadores de água, itens de higiene e mosquiteiros. A província de Gaza foi uma das mais atingidas pelas enchentes registradas nas últimas semanas, com inundações que causaram destruição de infraestrutura, perdas de bens e deslocamento de famílias. Dados atualizados do INGD indicam que, desde o início da estação chuvosa, em outubro, 856 mil pessoas foram afetadas em todo o País, com registro de 215 mortos e 314 feridos, tendo sido abertos 137 centros de acomodação, que abrigaram 112,9 mil pessoas. Atualmente, 51 centros ainda estão ativos, com pelo menos 41.197 pessoas. A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Alemanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão e China, além de países vizinhos, já enviaram ajuda humanitária de emergência. Desde 7 de janeiro, 246 unidades sanitárias, 635 escolas e cinco pontes também foram danificadas. No setor agrícola, as enchentes afetaram 554.603 hectares de cultivo, dos quais 287.810 foram considerados perdidos, atingindo 365.137 agricultores. Estima-se também a morte de 530 998 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. Moçambique está em estado de alerta vermelho diante da atual temporada chuvosa, período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas áreas Centro e Sul do País, com as autoridades ativando ações de antecipação às enchentes e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas mudanças climáticas, enfrentando ciclicamente enchentes e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afetaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos causaram pelo menos 1016 mortos, em termos nacionais, entre 2019 e 2023, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement



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