Apreensão de Drogas em 2025 Atingiu 2,5 Milhões de Euros •
advertisemen tO Gabinete Central de Prevenção e Combate às Drogas (GCPCD) revelou que, em 2025, foram apreendidas drogas no valor de 2,4 milhões de euros, gastando cerca de 1,1 milhão de euros tratando os consumidores. “Ao todo, apreenderam‑se quatro toneladas de diversas drogas, destacando‑se a heroína, a cocaína e a cannabis sativa. Contudo, em 2025 verificou‑se uma redução face a 2024, altura em que o valor das apreensões se situou nos 21,6 milhões de euros”, avança o Relatório Anual sobre a Evolução do Consumo e Tráfico Ilícitos de Drogas do GCPCD. No documento acrescenta‑se que as autoridades gastaram 1,1 milhão de euros de financiamento externo para tratar pessoas usuárias de droga através de programas de substituição de opiáceos, como a metadona. “Moçambique é apontado por diversas organizações internacionais como um corredor de trânsito para o tráfico internacional de entorpecentes com destino à Europa e aos Estados Unidos da América, sobretudo de heroína da Ásia, mas as apreensões de cocaína da América do Sul também têm aumentado”, diz o relatório. O GCPCD indicou ainda que, entre as rotas do tráfico de drogas em 2025, se destacam: Afeganistão‑Paquistão‑Pemba‑Zambézia‑Maputo‑África do Sul, no caso de metanfetaminas, heroína e anfetaminas; São Paulo‑Adis Abeba‑Maputo‑África do Sul, para cocaína; e Índia‑Moçambique, no caso de haxixe, ressaltando que o País funciona como corredor para a África do Sul e para a Europa. Segundo a secretaria, as formas usadas para esconder drogas, nesse período, incluíram a ocultação em veículos, com modificação de compartimentos em carros, caminhões, ônibus e contêineres, o uso de embarcações como pequenos barcos para transporte litorâneo e o uso do interior de residências. “Nesses processos notam‑se atos de corrupção, com envolvimento de funcionários públicos em pontos de entrada”, alertou. A entidade acrescenta que, no ano passado, 42 cidadãos moçambicanos foram presos por crimes de tráfico de drogas em 13 países, com destaque para o Brasil, onde 22 estão em reclusão. Diante desses casos, o gabinete recomendou a ampliação de núcleos antidrogas e a capacitação de professores para compensar a redução no número de ativistas, além de manter vigilância ativa sobre drogas injetáveis e novas substâncias, mesmo sem registros atuais. “Garantir fiscalização mais rigorosa da indústria farmacêutica e do desvio de medicamentos controlados, bem como fortalecer a capacidade de intervenção das instituições que atuam no combate, controle e repressão, também figuram entre as recomendações”, enfatizou. Os dados indicam que o número de pessoas atendidas nos hospitais por uso de drogas subiu 38% em 2025, para 32 281, além da realização de 4 500 visitas domiciliares de apoio psicossocial e da ministração de cerca de 60 mil palestras sobre os malefícios do uso de drogas, direcionadas a mais de dois milhões de pessoas.advertisement



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