Governador do Banco de França junta-se às manifestações de a

Governador do Banco de França junta-se às manifestações de a

“Em relação aos acontecimentos dos últimos dias, quero reiterar alto e bom som a minha total solidariedade e admiração por ‘Jay’ Powell, um modelo de integridade e compromisso com o interesse público”, declarou Villeroy de Galhau durante o seu discurso de Ano Novo.

Numa comunicação divulgada no domingo, o presidente da Fed, Jerome Powell, disse que a instituição recebeu uma intimação do Departamento de Justiça que pode resultar em acusações criminais tendo em vista a sua destituição, com base numa audiência no Congresso, em junho, durante a qual foi questionado sobre os custos adicionais das renovações na sede da Fed em Washington.
O presidente do banco central defendeu que o procedimento “sem precedentes” assenta num “pretexto”, e que a intimação faz parte da pressão contínua, exercida por Trump sobre a instituição, para cortar as taxas de juro de forma mais drástica, mesmo com a inflação a manter-se acima da meta de 2%.
Powell declarou ainda que não cederá à pressão do governo.
Este desenvolvimento surpreendeu os investidores, que geralmente veem com bons olhos os cortes das taxas de juro, mas também prezam a independência da Fed, uma salvaguarda contra a inflação.
Na sessão de hoje, Wall Street abriu em baixa e o dólar perdeu valor face a outras moedas, enquanto o ouro e a prata, ativos considerados seguros, atingiram novos máximos históricos.
Para David Wessel, investigador da Brookings Institution, citado pela AFP, “Trump percebeu que os americanos estavam preocupados com o custo de vida e está a fazer tudo o que pode para mostrar que está a tentar melhorar as coisas”, designadamente através da promessa de baixar as taxas de juro.
Entretanto, antigos presidentes do banco central norte-americano denunciaram a politização do sistema judicial, com o objetivo de “minar a independência” da instituição, e declararam que tal abordagem “não tem lugar nos Estados Unidos”.
“É assim que a política monetária é conduzida nas economias em desenvolvimento com instituições frágeis”, afirmaram, numa declaração conjunta, os ex-presidentes Alan Greenspan, Ben Bernanke e Janet Yellen, juntamente com outros antigos funcionários económicos da Fed, alertando sobre “as consequências muito negativas para a inflação” nestes países.
Congressistas republicanos manifestaram também publicamente a sua desaprovação, com a senadora do Alasca, Lisa Murkowski, a escrever na rede social X que “os riscos são demasiado elevados para serem ignorados: se a Reserva Federal perder a sua independência, a estabilidade dos nossos mercados e da economia como um todo sofrerá”.
Tal como já tinha feito o congressista Tom Tillis, Lisa Murkowski avisou que nenhum candidato nomeado por Donald Trump para um cargo diretivo na Fed será apoiado enquanto este caso se mantiver.
Espera-se que a Casa Branca anuncie a qualquer momento o nome do sucessor de Jerome Powell, cujo mandato como presidente da Fed termina em maio.
Desde que tomou posse, Donald Trump tem dirigido fortes ataques contra Jerome Powell, chamando-lhe “imbecil” e outros nomes depreciativos.
Até domingo à noite, Powell evitou qualquer confronto público com o Presidente, afirmando que se mantinha focado na sua missão.
Além de Powell, Trump tentou destituir um membro do conselho de governadores da Fed, Lisa Cook. O caso será analisado pelo Supremo Tribunal ainda este mês.
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