Governador do BdP quer período de pausa após saída da

Governador do BdP quer período de pausa após saída da

Na apresentação do boletim econômico de março, em Lisboa, o governador assegurou que não tem preocupações com preencher a administração, apontando que chegar ao Conselho de Administração no Banco de Portugal é chegar ao topo da carreira no banco central. Santos Pereira disse achar importante, como acontece em outros reguladores, “criar condições para as pessoas terem um ‘cooling off'”, quando deixarem a instituição. “É isso que está acontecendo em muitos reguladores e bancos centrais, é isso que eu vou defender. Vai ter que ter um debate interno, obviamente, mas é isso que eu vou defender”, explicou. Essa questão surgiu depois que se soube que o ex-governador Mário Centeno, que virou consultor no banco, vai se aposentar. Santos Pereira sinalizou, na semana passada, que o BdP vai economizar 2,2 milhões de euros com o acordo de aposentadoria com Mário Centeno, levando em conta os valores a que tinha direito se ficasse na organização. Com esse acordo, “estamos falando de economias que chegam a 2,2 milhões de euros se ele ficasse, como tinha direito, até os 70 anos”, disse o governador do Banco de Portugal, no Porto, referindo-se a encargos salariais, previdência e outras despesas a que Mário Centeno tinha direito, como consultor de administração. Santos Pereira disse ainda que o BdP pretende terminar “o mais breve possível com a figura dos consultores da administração, são 1,8 milhões de euros mais 225 mil euros que se gastam num edifício alugado”, sendo que, quando entrou na instituição, eram sete. Leia também: EUA nunca deixaram de compartilhar “informações secretas” com a Ucrânia

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