Governo admite “evolução da maturidade” das ‘startups’ em

Novas regras para consultar beneficiário efetivo das

“É evidente que estamos a viver neste mundo das ‘startups’ uma evolução do estado de maturidade. Se olharmos para os números, para o que seriam há uma década as características de investimento, de facto havia aí uma grande apetência por aquilo que eram tipicamente chamados os ‘angels’ ou os ‘business angels'”, com financiamentos de 10, 20, 50 ou 100 mil euros, disse o governante na comissão parlamentar de Economia e Coesão Territorial. “Agora, sendo que o ecossistema se mantém, se forem os mesmos investidores, hoje estão num nível de maturidade que lhes dá uma capacidade e uma tendência para investirem em fases mais avançadas dos negócios (…), o que mostra também algum crescimento de maturidade do setor”, acrescentou. Para o secretário de Estado, esse cenário mostra que há “uma enorme oportunidade” para que uma sociedade sem grande apetite por risco tenha estímulos e capacidade de fazer esse investimento. Nesse sentido, João Rui Ferreira apontou que deve haver um maior conhecimento dos instrumentos e de ‘startups’, bem como uma redução da burocracia. “Muitas vezes, o maior custo de contexto não é financeiro, o custo de contexto que temos é mesmo o tempo e, portanto, estamos criando essas condições de simplificação”, ressaltou, remetendo à importância do papel da Startup Portugal nesse campo. O governante disse ainda que os problemas de gestão e acesso ao capital de risco não é um tema exclusivo de Portugal, sendo verificado por todo o continente europeu. “Não é um tema exclusivo português. Na Europa, o acesso a capital é muito diferente daquilo que acontece nos Estados Unidos, e algumas ‘startups’, de uma forma mais genérica, numa fase mais avançada da sua vida, têm escolhido os Estados Unidos para alavancar a sua atuação”, afirmou o secretário de Estado. Ainda assim, destacou que a mudança da sede fiscal para o exterior não implica o abandono do país e que “muitas dessas empresas continuam a ter” operações em Portugal. João Rui Ferreira acrescentou que o funcionamento em Portugal e na Europa também é diferente já que as políticas públicas têm que buscar previsibilidade e competitividade e devem evitar benefícios que não tragam reformas estruturais. O secretário de Estado defendeu que Portugal tem uma vantagem competitiva em termos de ‘startups’ e registrou que em 2025 havia mais de 5.000 ‘startups’ ativas. Leia Também: Professores portugueses são os que têm mais conhecimento pedagógico

Publicar comentário