Ambiente Fiscal Turbulento Exige Novo Posicionamento da

Ambiente Fiscal Turbulento Exige Novo Posicionamento da

a d v e r t i s e m e n tA ministra moçambicana das Finanças, Carla Loveira, participou na semana passada, em Washington, nos Estados Unidos da América (EUA), na reunião do Grupo Constituinte Africano do Fundo Monetário Internacional (FMI), do qual Moçambique é membro.

De acordo com um comunicado, o encontro teve como objectivo avaliar as projecções do FMI e do Banco Mundial sobre a crise global desencadeada pela guerra no Médio Oriente.

Na ocasião, a governante defendeu que a África Subsaariana precisa de posicionar-se, pois enfrenta um ambiente fiscal turbulento, moldado por choques globais, instabilidade geopolítica, alterações climáticas e condições financeiras mais restritivas, incluindo a redução da ajuda oficial ao desenvolvimento.

Loveira afirmou que essas pressões agravaram as vulnerabilidades fiscais, com muitos países a enfrentarem altos níveis de endividamento, espaço fiscal limitado e desafios persistentes na balança de pagamentos.

No que diz respeito a Moçambique em específico, a governante avançou que o Governo está a trabalhar com o sector bancário para identificar mecanismos que garantam a disponibilidade de reservas cambiais para o pagamento das facturas de importação de combustível.

Recentemente, o Fundo Monetário Internacional reviu em baixa a sua previsão de crescimento económico para a África Subsaariana este ano, que diminuiu 0,3 pontos percentuais em relação à estimativa de Janeiro, passando para 4,3%.

“O crescimento na África Subsaariana deve manter-se relativamente estável, situando-se nos 4,3% em 2026 e nos 4,4% em 2027”, podia ler-se nas Perspectivas Económicas Globais, divulgadas na terça-feira (14), no arranque dos Encontros Anuais do FMI e Banco Mundial, que decorreram em Washington, Estados Unidos da América (EUA).

“As principais economias da região continuam a beneficiar da estabilização macroeconómica e dos esforços de reforma realizados no passado”, apontaram os economistas do FMI.

Exemplo disso é a Nigéria, a maior economia da região, onde “o ritmo de crescimento se mantém em 4,1% em 2026, apoiado por uma maior estabilidade macroeconómica e efeitos positivos dos termos de troca, enquanto os custos mais elevados dos bens e dos transportes constituem factores adversos”, acrescentam.

Angola deverá crescer 2,3%, acima dos 2,1% previstos pelo Fundo nas anteriores perspectivas, e até deverá acelerar para 2,6% no próximo ano, mas ainda assim significativamente abaixo da média regional que, para 2027, é de 4,4%.

A Guiné Equatorial, por seu lado, deverá ficar em recessão neste e no próximo ano, com quebras no Produto Interno Bruto (PIB) de 2,7% em 2026 e 1,3% em 2027, mantendo uma crise económica que dura há mais de uma década.

Noutra parte do relatório sobre a economia mundial, o FMI diz que, num contexto de incerteza motivado pela guerra no Médio Oriente, “as reduções previstas na ajuda pública ao desenvolvimento (APD) representam um desafio adicional, nomeadamente devido aos seus efeitos nos resultados em matéria de saúde, educação e protecção social”.a d v e r t i s e m e n t

Publicar comentário