Governo aprova linha de 600 milhões para custos de energia

“Como anunciamos antes, o governo aprovou hoje mais uma medida de apoio ao país, no caso às empresas, para ajudá-las a enfrentar as dificuldades com o aumento dos custos de energia, que decorrem, nesta fase, da guerra no Oriente Médio”, anunciou o ministro da Presidência, Leitão Amaro, ao final do Conselho de Ministros. Em questão está uma linha de crédito de 600 milhões de euros, designada “Portugal Resiliência Energética”, que já havia sido anunciada no início do mês. Conforme detalhou o governante, o Estado, através do Banco de Fomento, entregará uma garantia bancária, que vai cobrir parte do capital em dívida, nomeadamente 70% nas empresas de médio e grande porte e 80% nos demais casos. Essa linha terá “condições de financiamento mais vantajosas para que as empresas consigam enfrentar um tempo difícil, que preocupa todos os portugueses”, apontou. Leitão Amaro ressaltou que esse apoio vem na linha de outras medidas que o governo tem adotado, “de forma direcionada e consciente”, acrescentando que o executivo de Luís Montenegro está “naturalmente preocupado e fazendo sua parte, que é agir”. Em resposta aos jornalistas, o ministro da Presidência disse que a linha usa o Fundo de Garantia Mútua para assegurar o capital, dependendo do tamanho da empresa. Já em relação às condições, ele especificou apenas que a maturidade é de cinco anos, com um ano de carência, e um ‘spread’ mais vantajoso do que o praticado pela banca comercial. “Há uma intervenção do Estado para que o crédito chegue onde não poderia chegar e com condições mais vantajosas. Essas condições estarão na ficha dessa linha e serão aprovadas pelos membros do Governo das áreas de Finanças e Coesão Territorial”, finalizou. Em 02 de abril, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já tinha anunciado o lançamento desta linha de apoio, precisando que se destina a financiar as empresas cujos custos de energia representam mais de 20% dos seus custos de produção. A linha “vai reforçar a capacidade das empresas de responder à instabilidade internacional e de proteger nossa competitividade, nosso emprego e a resiliência do nosso tecido produtivo nacional”, disse em cerimônia em que marcou dois anos da posse como primeiro-ministro. Leia Também: “Não temos, nem nunca tivemos, a orientação de parceiros preferenciais”



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