Governo assume litígio da companhia aérea Azul contra a TAP

Governo assume litígio da companhia aérea Azul contra a TAP

Miguel Pinto Luz, que falava na Assembleia da República, destacou que a disputa com a Azul, que remonta a 2024 e envolve um processo de recuperação judicial nos EUA, não é um obstáculo para potenciais investidores e a privatização da TAP seguirá normalmente, com os interessados ​​a estarem informados sobre a situação. Apesar de o processo ocorrer paralelamente à privatização de até 4,9% da companhia, com propostas não vinculantes da Air France-KLM e Lufthansa, o ministro ressaltou que não há impacto operacional e que a companhia continua funcionando como a “TAP boa”, independentemente do desfecho judicial. Pinto Luz rejeitou ainda que a disputa seja vista como “TAP ruim”, ressaltando que a empresa operacional continua sendo vista como “TAP boa”. A Azul reivindica o pagamento de 189 milhões de euros, referentes a um empréstimo convertido pela antiga TAP SGPS, atualmente SIAVILO, que não foi reembolsado. Em questão está um empréstimo obrigacionista de 90 milhões de euros realizado em 2016, quando David Neeleman era acionista de ambas as empresas. Nesse seguimento, em março, a Azul avançou com um processo judicial contra a TAP, reclamando cerca de 189 milhões de euros, no Juízo Central Cível de Lisboa. Segundo informações avançadas pelo Observador e confirmadas por outros órgãos, a dívida inclui juros acumulados desde o empréstimo original, elevando o valor reclamado para cerca de 188,985 milhões de euros. O caderno de encargos da privatização prevê a venda de até 44,9% do capital da TAP, com 5% reservado aos trabalhadores, ficando qualquer participação não subscrita sujeita ao direito de preferência do futuro comprador. Leia Também: TAP? Ministro admite venda mesmo com um único concorrente: “Devemos fazer”

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