Governo Destaca Urgência da Inovação Tecnológica Como Motor

Governo Destaca Urgência da Inovação Tecnológica Como Motor

a d v e r t i s e m e n tUma delegação do Ministério das Comunicações e da Transformação Digital (MCTD) encontra-se desde segunda-feira (20), em Genebra, na Suíça, onde participa na 29.ª sessão anual da Comissão das Nações Unidas sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD). O evento visa debater o papel da Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) como motores de acção transformadora, equitativa e coordenadas para o alcance da agenda 2030.

Na sua intervenção, a secretária permanente do MCTD, Nilsa Miquidade, destacou a urgência da inovação tecnológica como motor do desenvolvimento, sublinhando que a transformação digital não é apenas uma opção, mas sim uma necessidade estratégica para o crescimento económico inclusivo de Moçambique.

“A participação de Moçambique neste fórum reforça o nosso compromisso em adoptar soluções digitais que respondam aos desafios locais, promovendo uma governação mais eficiente e uma economia mais forte”, afirmou a responsável.

Citada num comunicado divulgado pelo Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Miquidade explicou que a CSTD é o principal ponto focal no sistema das Nações Unidas dedicado a analisar de que forma a tecnologia pode acelerar a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), servindo ainda como plataforma para Moçambique reafirmar o seu compromisso com a digitalização inclusiva.

A participação de Moçambique neste fórum reforça o compromisso em adoptar soluções digitais que respondam aos desafios locais

Recentemente, o Presidente da República, Daniel Chapo, destacou a importância da digitalização para “aproximar o Estado dos cidadãos, reduzir a burocracia e fortalecer a integridade institucional.“

O chefe do Estado afirmou que a transformação digital constitui uma escolha política e um dos pilares do actual ciclo governativo, avançando a par das reformas estruturais focadas na modernização do Estado. “A tecnologia só cumpre o seu propósito quando melhora a vida das pessoas: ao reduzir distâncias, democratizar oportunidades, devolver o tempo aos cidadãos ou quando transforma direitos em realidades acessíveis.”

Chapo alertou ainda para os riscos da manutenção de mentalidades analógicas e da fragmentação institucional. “Não haverá Estado digital se persistirem ilhas tecnológicas dentro do Governo, sistemas que não comunicam entre si e bases de dados que não se integram”, afirmou, destacando que a interoperabilidade é essencial para aumentar a eficiência, proteger vidas em situações de calamidade e garantir a memória institucional do País.

Nesse contexto, Daniel Chapo enfatizou que a digitalização deverá permitir aos cidadãos aceder a serviços públicos a partir de qualquer ponto do País ou mesmo do estrangeiro, incluindo a obtenção de documentos como passaportes, bilhetes de identidade e cartas de condução, além de possibilitar o pagamento de impostos e taxas de forma simples e segura.

Para consolidar a digitalização, Chapo anunciou que o Governo já iniciou reformas profundas, com destaque para iniciativas como a criação da Agência de Modernização e Inovação, a revisão da legislação sobre cibersegurança e protecção de dados e o desenvolvimento do Portal do Cidadão, uma plataforma que reunirá serviços públicos acessíveis de forma simples e flexível.

O Presidente reforçou que a transformação digital não é apenas uma questão tecnológica, mas sim uma fronteira de soberania no século XXI, afirmando que, tal como a independência política e económica foi construída por gerações anteriores, cabe à actual consolidar os fundamentos da independência tecnológica e económica de Moçambique.a d v e r t i s e m e n t

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