Governo e Eni Estabelecem Parceria Para Apoiar Capacitação

Governo e Eni Estabelecem Parceria Para Apoiar Capacitação

a d v e r t i s e m e n tO ministro da Juventude e do Desporto, Caifadine Manasse, recebeu, nesta segunda-feira (30), o representante da Direcção-geral da petrolífera italiana Eni, Giuseppe Marando, para uma reunião com o objectivo de fortalecer parcerias de apoio aos jovens moçambicanos.

De acordo com uma nota, no encontro, as partes procederam à identificação de áreas concretas de cooperação, com vista ao desenvolvimento de iniciativas conjuntas centradas no desenvolvimento de competências, mentoria e capacitação da juventude.

Citado no documento, Manasse afirmou ser essencial capacitar e orientar os jovens para poderem enfrentar os desafios actuais e futuros, enfatizando a importância de alianças estratégicas para ampliar o impacto das políticas públicas.

“O Governo tem interesse em consolidar a Eni como parceira estratégica, reforçando o compromisso de trabalhar em conjunto para criar mais oportunidades. Com este encontro, queremos alinhar novas soluções e reforçar o compromisso com o futuro da geração mais jovem de Moçambique”, sustentou.

Por sua vez, o representante da Eni expressou total disposição para colaborar, afirmando que a empresa partilha da mesma visão de investir no capital humano jovem como motor do desenvolvimento. “Estamos prontos para apoiar e contribuir com soluções que abordem os desafios enfrentados pelos jovens”, frisou.

Em Outubro, o Presidente da República, Daniel Chapo, e o CEO da Eni, Claudio Descalzi, assinaram em Maputo, a Decisão Final de Investimento (FID) para o Coral Norte. O projecto será operado pela Eni, em nome da Rovuma Mozambique Venture (MRV), um consórcio com 70% de interesse participativo, e de que também fazem parte a ExxonMobil e a China National Petroleum Corporation (CNPC), enquanto a ENH, a KOGAS e a Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) têm 10%.

Com um investimento total estimado em 7,2 mil milhões de dólares, o projecto Coral Norte criará 1400 postos de trabalho directos para moçambicanos. Segundo o Governo, está igualmente previsto um plano de sucessão que visa formar quadros nacionais e aumentar a qualificação da mão-de-obra no sector de petróleo e gás.

O plano aprovado integra uma nova unidade FLNG (Floating Liquefied Natural Gas), semelhante à que opera desde 2022 na Área Coral Sul, também sob responsabilidade da Eni. Esta segunda plataforma incluirá seis poços de produção e a infra-estrutura de liquefacção flutuante instalada no alto-mar.

Segundo fonte da Eni, os processos de aquisição de equipamentos, os estudos de impacto ambiental e os contratos de perfuração estão em curso desde 2023, em articulação com o Governo e os parceiros do consórcio da Área 4.

O investimento reforça a presença de Moçambique no panorama energético global, particularmente no contexto da transição para fontes menos poluentes. De acordo com um estudo da consultora Deloitte, as reservas de gás natural liquefeito do País poderão gerar até 100 mil milhões de dólares em receitas ao longo das próximas décadas.a d v e r t i s e m e n t

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