Governo Promete Intervir na Economia Para Atenuar Impactos

Governo Promete Intervir na Economia Para Atenuar Impactos

advertisemen tA primeira-ministra, Benvinda Levi, garantiu nesta quarta-feira, 11 de março, que está monitorando a conjuntura internacional e os impactos das enchentes para decidir sobre eventuais medidas para mitigar impactos na economia. “Estamos acompanhando atentamente as consequências da estação chuvosa em Moçambique e a guerra no Oriente Médio, o que permitirá, de forma tempestiva, adotar e implementar medidas e ações para mitigar e superar certos desafios que podem surgir no desempenho da nossa economia”, disse. Intervindo no Parlamento, ao prestar informações aos deputados, a governante declarou que, de modo geral, as perspectivas para o ano de 2026 permanecem moderadamente favoráveis, embora condicionadas a riscos internos e externos relevantes. “No plano internacional, podemos destacar o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio como mais um fator de incerteza, tendo em vista o fechamento temporário do corredor estratégico de navegação e a destruição de infraestruturas críticas ligadas à exploração e exportação de gás e petróleo”, ressaltou. Internamente, Benvinda Levi ressaltou: “Há danos em infraestrutura, sistemas produtivos e cadeias logísticas, entre outros, com impacto negativo na produção interna, especialmente agrária, como resultado da estação chuvosa.” Nesta terça-feira (10), o secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, adiantou, ao final da 7ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, que os preços dos combustíveis no mercado nacional devem permanecer inalterados pelo menos até o final de abril, apesar da crescente instabilidade no Oriente Médio, uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento global de petróleo. Segundo o dirigente, o País detém, atualmente, cerca de 75 mil toneladas de combustíveis disponíveis no mercado, às quais se somam aproximadamente 85 mil toneladas armazenadas nos terminais oceânicos, volumes considerados suficientes para assegurar o funcionamento da economia nacional até o início de maio. No que diz respeito à estação chuvosa 2025-26, dados atualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) indicam que o número de mortos chega a 270. Desde outubro, 869 mil pessoas foram afetadas, o correspondente a mais de 200,8 mil famílias, com 10 desaparecidos e 333 feridos. Em termos concretos, só as enchentes de janeiro causaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando globalmente 724 131 pessoas. Já a passagem do ciclone Gezani, em Inhambane, entre 13 e 14 de fevereiro, causou mais quatro mortes e afetou 9040 pessoas. Segundo o INGD, as enchentes causaram danos em milhares de casas: 6182 foram totalmente destruídas, 15 330 parcialmente danificadas e 183 824 inundadas. Também foram afetadas 302 unidades de saúde, 83 locais de culto e 720 escolas. No setor agrícola, 399.749 hectares de lavouras foram perdidos e 530.998 animais, entre bovinos, caprinos e aves, morreram. Foram afetados também 7845 quilômetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos. Desde o início da estação chuvosa em outubro, que vai até abril, o INGD ativou 149 centros de acomodação, que abrigavam 113.478 pessoas, das quais 19 ainda estão ativas.advertisement

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