Governo Recorreu A Ativos Internacionais Para Liquidar
advertisemen tA ministra da Fazenda, Carla Loveira, revelou que o governo recorreu às reservas líquidas internacionais para pagar a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), garantindo que a decisão não compromete as instituições do Estado. “Pagámos o serviço da dívida com o FMI recorrendo às reservas internacionais líquidas do País. São posições financeiras que Moçambique tem, de tal sorte que não houve a necessidade de haver alteração orçamental para esta finalidade”, afirmou a governante citada pela Lusa. Intervindo à margem das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, a ministra sublinhou que o pagamento não representa nenhum risco de comprometer o funcionamento das instituições do Estado, “uma vez que não foi feito com o orçamento do Estado”. Em março, foi anunciado que as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) de Moçambique permaneceram acima de US$ 4,1 bilhões em janeiro deste ano, preservando o nível recorde já alcançado em dezembro de 2025, segundo dados de um relatório estatístico do Banco de Moçambique (BdM). O volume de reservas segue garantindo mais de três meses de cobertura das necessidades de importação de bens e serviços do País. A Confederação das Associações Econômicas (CTA) afirmou que a quitação da dívida do País com o Fundo Monetário Internacional é um “sinal relevante” da responsabilidade macroeconômica e do fortalecimento da credibilidade internacional, solicitando também atenção às “grandes dívidas internas”. “O setor privado reconhece e valoriza o cumprimento das obrigações financeiras junto ao Fundo Monetário Internacional, por constituir um sinal relevante de responsabilidade macroeconômica e de fortalecimento da credibilidade internacional do País”, adiantou a entidade por meio de um comunicado. O Ministério das Finanças confirmou na quinta-feira, 2 de abril, que realizou uma “amortização integral e antecipada” de 701,4 milhões de dólares junto ao Fundo Monetário Internacional, liquidando financiamentos contraídos no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT). Em comunicado, o governo lembrou que o PRGT do FMI é uma janela que fornece financiamento concessional a países como Moçambique, que enfrentam pressões fiscais e da balança de pagamentos. O Diário Económico esclareceu que dados recentes do FMI indicam que o saldo de crédito pendente caiu de 514,04 milhões de direitos de saque especiais (SDR), no final de fevereiro, para zero em 27 de março, após reembolsos no mesmo valor e sem novos desembolsos no período. Em termos práticos, o pagamento corresponde a R$ 701,4 milhões. Segundo a nota do Governo, os empréstimos reembolsados pelo Estado correspondem ao financiamento desembolsado pelo FMI no âmbito do PRGT para a Facilidade de Crédito Rápido de 2019, para a Facilidade de Crédito Rápido de 2020 e para a Facilidade de Crédito Alargado de 2022, sublinhando que “estes programas tinham todos expirado e não se esperava financiamento adicional”.advertisement



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