Governo reitera confiança: “É possível atingir um

"Governo confiante na meta de excedente de 0,3% do PIB em

O Governo confia que é possível atingir um crescimento económico de 2% este ano, depois de terem sido conhecidos os dados do produto interno bruto (PIB) relativos ao terceiro trimestre. Em comunicado, o Ministério das Finanças sublinha o desempenho da economia nacional: “Este desempenho reforça a confiança que existe relativamente à economia nacional e a convicção do Governo de que é possível atingir um crescimento de 2% este ano, como consta da previsão incluída na proposta de Orçamento do Estado para 2026”, pode ler-se numa nota enviada às redações. O Governo sublinha que a “economia portuguesa registou um crescimento em cadeia de 0,8%, um desempenho acima dos trimestres anteriores e do que era esperado pela maioria dos analistas”. “Esta evolução reflete um maior dinamismo da procura interna e representa o maior crescimento em cadeia desde o início de 2023, se excluirmos o último trimestre de 2024. Este crescimento da economia portuguesa no 3º trimestre é assim o maior registado entre os países da Zona Euro que hoje divulgaram estimativas rápidas”, pode ler-se na mesma nota. Em termos homólogos, explica o Executivo, “a economia nacional regista um crescimento de 2,4%, o que representa uma aceleração face à primeira metade do ano”. “Depois dos efeitos negativos da incerteza internacional e da guerra comercial e dos choques geopolíticos, a economia portuguesa continua a demonstrar uma elevada resiliência”, conclui a tutela. Economia portuguesa cresce 2,4% no 3.º trimestre (acima das previsões) A ​​economia portuguesa cresceu 2,4% no terceiro trimestre, em termos homólogos, e 0,8% em cadeia, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O PIB, em volume, registou uma variação homóloga de 2,4% no 3.º trimestre de 2025, após ter aumentado 1,8% no trimestre precedente”, indica o INE. Já em cadeia, o PIB aumentou 0,8% em volume, após um crescimento de 0,7% no trimestre anterior. Desta forma, estes números representam uma aceleração da atividade económica tanto em termos homólogos como trimestrais, acima do que os economistas consultados pela Lusa antecipavam, que era um abrandamento em cadeia, para entre 0,3% e 0,6%. Segundo o INE, o crescimento homólogo beneficiou de um contributo negativo da procura externa líquida menos acentuado, “refletindo a aceleração das exportações de bens e serviços e uma ligeira desaceleração das importações de bens e serviços”. Por outro lado, o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB “manteve-se próximo do observado no trimestre anterior, verificando-se uma aceleração do consumo privado e uma desaceleração do investimento”. No que diz respeito à variação em cadeia, a procura interna deu um maior impulso, com a aceleração do consumo privado, enquanto “o contributo da procura externa líquida foi mais negativo, tendo a aceleração das importações de bens e serviços sido mais pronunciada que a das exportações de bens e serviços”. Esta é uma estimativa rápida a 30 dias, sendo que os resultados mais detalhados relativos à evolução das Contas Nacionais Trimestrais vão ser conhecidos em 30 de novembro. As previsões Recorde-se que, para o conjunto do ano, o Governo prevê um crescimento de 2% do PIB, segundo as estimativas inscritas no Orçamento do Estado para 2026. Já o Banco de Portugal, Conselho das Finanças Públicas, FMI e OCDE estimam um crescimento de 1,9% este ano, enquanto a Comissão Europeia projeta que o PIB cresce 1,8%. Leia Também: Economia portuguesa cresce 2,4% no 3.º trimestre (acima das previsões)

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