Greve geral ameaça parar transportes (e lançar caos): Quem

A greve geral convocada para o dia 3 de junho poderá causar constrangimentos para muitos que dependem diariamente de transportes – e até para os que têm férias marcadas -, já que várias organizações de trabalhadores do setor manifestaram a sua vontade em aderir à paralisação. Transporte: Quem vai aderir à greve geral? Até o momento, vários sindicatos já aprovaram e entregaram pré-avisos de greve para o dia 3 de junho, que cai em uma quarta-feira, alertando para possíveis transtornos nos dias anteriores e nos posteriores à paralisação convocada pela CGTP-IN contra a reforma trabalhista. Até o momento, de acordo com as informações colhidas pelo Notícias ao Minuto, isso é o que se sabe: Aviação O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), que vai aderir à greve geral, estima que “cerca de 500 voos” podem ser afetados pela paralisação. Em comunicado interno ao qual o Notícias ao Minuto teve acesso, enviado aos associados, o SNPVAC admite ainda que a greve geral também pode ter impacto nos “dias anteriores e subsequentes a ela”. A paralisação dos tripulantes promete causar constrangimentos na operação da TAP, Portugália e SATA, bem como na atividade de outras companhias com aviões baseados aqui, como a easyJet ou a Ryanair. Por sua vez, o Sindicato dos Aeroviários (SITAVA) também já disse que vai aderir à greve geral do dia 3 de junho contra a reforma trabalhista. O SITAVA esclarece ainda que os trabalhadores vão assegurar os serviços mínimos indispensáveis, incluindo voos urgentes por razões de segurança, voos ambulância, emergências em voo, voos de Estado e voos militares. Ferrovia O Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses também vai aderir à greve geral convocada para o próximo dia 3 de junho de 2026, no âmbito da contestação ao pacote laboral. “Assim, os trabalhadores das categorias representadas pelo SMAQ nas empresas ferroviárias de mercadorias CAPTRAIN, MEDWAY e Continental Rail, bem como nas empresas ferroviárias de passageiros CP, Fertagus, Metro do Porto/Viaporto, MTS/Metro Sul do Tejo e Infraestruturas de Portugal estarão abrangidos pelos pré-avisos de greve apresentados pelo Sindicato”, pode ler-se na nota divulgada. O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que representa os trabalhadores com funções comerciais (itinerantes e fixos) da CP, também já anunciou que vai aderir à greve geral de 3 de junho contra a reforma trabalhista. Ônibus e Metrô Também os trabalhadores da Carris e da Carristur vão aderir à greve geral convocada pela CGTP-IN, disse à Lusa fonte sindical, dizendo que já foi entregue o pré-aviso de greve. “Foi uma decisão do plenário (…) e teve a concordância de todas as estruturas sindicais representativas dos trabalhadores da Carris e Carristur”, avançou o responsável. A Fectrans também já pediu participação na paralisação, de modo que os constrangimentos podem se espalhar pelo Metropolitano de Lisboa, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro do Porto e STCP. Greve geral contra mudanças na lei trabalhista Vale lembrar que a CGTP-IN entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as mudanças na lei trabalhista, após as negociações com o governo terem terminado sem acordo. O governo aprovou, na semana passada em Conselho de Ministros, a proposta de lei de revisão da lei trabalhista, que será discutida no Parlamento. Proposta de lei do governo para mexer na lei trabalhista foi protocolada, nesta terça-feira, no site da Assembleia da República, após ter sido aprovada em Conselho de Ministros na quinta-feira. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 13:18 – 19/05/2026 O anúncio foi transmitido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por encerradas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social. Leia Também: Lei trabalhista: Governo recua e endurece regras de liberação para amamentação



Publicar comentário