Greve geral? Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa prevê

“O Governo não quer negociar – não o quis durante cinco ou seis meses e continua a não querer — e os trabalhadores vão responder à nossa chamada. Penso que aqui na Autoeuropa a greve geral vai ter uma adesão bastante grande”, disse à agência Lusa Rogério Nogueira, depois dos dois plenários realizados hoje de manhã na Autoeuropa, em Palmela, no distrito de Setúbal. “O projeto do Governo (de alteração da legislação laboral) tem repercussões diretas nos trabalhadores da Autoeuropa, nomeadamente nas questões do ´outsourcing´, na liberalização dos despedimentos, nos próprios bancos de horas individuais, porque na Autoeuropa temos uma ferramenta coletiva, os `downdays, que no fundo funciona como um banco de horas, mas os bancos de horas individuais poderão eventualmente aqui ser também aplicados”, acrescentou. Face ao que diz ser a “ofensiva e intransigência” do Governo, o coordenador da CT da Autoeuropa está convicto de que a única saída para os trabalhadores é mesmo uma grande participação na greve geral, como também defenderam os coordenadores das centrais sindicais CGTP/IN, Tiago Oliveira, e UGT, Mário Mourão, que se juntaram, mais uma vez, aos plenários de trabalhadores da Autoeuropa. Juntos na ação para o que esperam ser “uma grande greve geral” no dia 11 de dezembro, Mário Mourão e Tiago Oliveira voltaram a acusar o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de se colocar ao lado dos patrões e defenderam a necessidade de os trabalhadores lutarem pelos seus direitos, por melhores salários, contra a precariedade e contra os ataques aos serviços públicos, designadamente à escola pública e ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Leia Também: AR sem plenários na última semana de campanha para as Presidenciais



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