Grupo José de Mello favorável a medidas da lei laboral

Grupo José de Mello favorável a medidas da lei laboral

“Tudo o que contribua para o aumento da produtividade em Portugal e para facilitar maior emprego a prazo é benéfico”, disse o empresário à margem de um almoço da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), em Lisboa. Questionado se a proposta do governo vai nesse caminho, Salvador de Mello admitiu que “há elementos na proposta que podem contribuir para o aumento da produtividade”. Em declarações aos jornalistas após o almoço, Salvador de Mello disse que a integração da operação da espanhola Ercros na Bondalti, após a oferta pública de aquisição lançada ter tido uma aceitação de 77,23%, em março, está “a correr com normalidade e a correr bem”. Em seu discurso, diante de dezenas de empresários presentes, o CEO do Grupo José de Mello garantiu que o grupo quer continuar investindo, depois dessa operação sobre a Ercros, a aquisição do grupo de saúde HPA e a criação da Winestone, em vinhos. “Temos uma forte presença em Portugal e na Espanha. A internacionalização do grupo é uma ambição clara, portanto queremos levar nossas empresas a ter maior presença internacional e maior escala”, ressaltou. O gestor disse ainda que o grupo não está conformado ou satisfeito com os níveis salariais de suas empresas e que têm feito “um enorme esforço para aumentar” os salários de seus trabalhadores. “Temos a consciência de que isso só é possível com aumento de produtividade, isso só é sustentável no tempo com aumentos de produtividade”, defendeu. Após sua fala, Salvador de Mello foi questionado por alguns empresários, e uma das perguntas abordou o potencial impacto da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho. Nesse sentido, o líder do Grupo José de Mello descartou, por enquanto, que o desenvolvimento dessa tecnologia se traduza em demissões. “Não antecipamos isso em um futuro próximo. No planejamento que fazemos, no que é visível, não antecipamos isso”, disse, reforçando que suas empresas “continuam crescendo muito”. “Talvez no crescimento possamos empregar menos pessoas por substituição por tecnologia, mas demitir pessoas não antecipamos”, ressaltou, enaltecendo que “não gostaria de viver em um mundo onde só houvesse tecnologia”. Salvador de Mello também relembrou alguns momentos mais difíceis de sua carreira, como a demissão de 2 mil pessoas na Lisnave, quando a Brisa teve “que prescindir de centenas de portageiros” ou a gestão das empresas do grupo durante a pandemia da covid-19, apontando que foram medidas sempre tomadas de forma a não prejudicar famílias inteiras e com alternativas para mitigar impactos sociais. Leia Também: Lei trabalhista. CIP vai aceitar algumas propostas da UGT (saiba quais aqui)

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