“Hoje dizemos que temos 5G em Portugal, não o temos. Temos

Miguel Pinto Luz falava no encerramento da apresentação do Centro de Excelência para Inovação da Mastercard, em Lisboa, onde elencou o que está sendo feito em Portugal, os investimentos e a legislação que está sendo desenhada. No 5G SA, ‘autônomo’, o ministro defendeu “o ‘deployment’ (implantação) completo”. “Hoje dizemos que temos 5G em Portugal, não temos”, ressaltou o governante. “Temos só 30% da nossa infraestrutura em 5G, portanto, a obrigatoriedade dos nossos operadores de telecomunicações garantirem a conclusão de todo o ‘deployment’ de 5G, essencial para redes fechadas de 5G, para ‘use cases’ ligados à indústria, à saúde” ou meios de pagamentos, apontou o ministro. Em seu discurso, o ministro também defendeu como “essencial” dar previsibilidade a quem investe em Portugal, como é o caso da Mastercard, por exemplo. “Eu tenho cruzado ao longo da minha vida, muitas vezes com a Mastercard, do ponto de vista da usabilidade pessoal, naturalmente, mas muito, muito designadamente na área da mobilidade, por exemplo, e naquilo a que nós chamamos de Smart Cities”, apontou, referindo que a empresa teve a “arte e o engenho de perceber muito antes do tempo” e liderar “esta agenda da inovação nas cidades, na inovação da interação do cidadão com a Administração Pública, com os serviços, uma visão integrada de Mobility as a Service”. Miguel Pinto Luz ressaltou que a Mastercard escolheu Portugal por um conjunto de motivos onde se inclui o talento, conhecimento e capacidade de atração do território e por ter prefeitos como Carlos Moedas, que também esteve presente no evento. “Hoje vivemos um ‘hype’ e uma vontade crescente desta atratividade do nosso destino, de Portugal, mas obriga e coloca pressão sobre os decisores políticos a todos os níveis”, prosseguiu, dando o exemplo que, “até à semana passada, não era possível” testar condução autónoma em Portugal, ao contrário de outros países. Portanto, “se os decisores políticos não arrepiarem caminho, em bom português, se não derem corda aos sapatos e se não mudarmos esta dimensão legislativa para permitir a quem escolhe como a Mastercard o destino de Portugal para colocar os seus centros de inovação” não será possível manter, atrair e trazer mais invesitmentos, advertiu Miguel Pinto Luz. “Por isso é que este Governo tem vindo a fazer um conjunto de alterações legislativas”, nomeadamente na área dos drones. “Estamos a legislar para testes de drones, mas também para a gestão do espaço aéreo nos drones, outra dimensão absolutamente essencial” e “estamos a legislar para novas ‘sandboxes’ na área de inteligência artificial e estamos a liderar a agenda, nomeadamente na nossa candidatura à ‘gigafactory’ (gigafábrica) europeia, numa parceria 50-50 com o Estado espanhol e, portanto, com a enorme esperança depositada nessa candidatura para termos uma das 5 primeiras ‘gigafactories’ em Portugal”, sublinhou. Além disso, “estamos criando as condições necessárias e suficientes para colocar todos os operadores de infraestrutura nacional a serviço de quem quer testar novas tecnologias e quem quer ser early adopter”, disse, elecando a importância no investimento em cabos submarinos e em ‘data centers’ (centros de dados). “Temos mais de três dúzias de ‘data centers’ em ‘pipeline’ e criamos uma grande zona de grande demanda de energia e, portanto, estamos direcionando e criando ‘fast tracks’ para investimento” nessa área. Mas “não queremos ser uma quinta de ‘data centers’, consumidores de energia sem gerar externalidades positivas para a economia e para as nossas empresas e o nosso tecido universitário e científico e, portanto, estamos a exigir a quem faz investimento” que faça investimento na ciência e empresas portuguesas, rematou. Leia também: Trump admite mais duas ou três semanas de guerra. “Tempo não é crucial”



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