Hotéis de Macau fixam novo recorde com 14,6 milhões de

Hotéis de Macau fixam novo recorde com 14,6 milhões de

De acordo com dados oficiais da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), os hotéis e pensões da região acolheram mais pessoas, apesar do número de quartos ter caído para 45 mil no final de dezembro, menos 200 do que um mês antes. A ocupação média dos estabelecimentos hoteleiros de Macau aumentou 3,1 pontos percentuais para 89,4%, o valor mais elevado desde 2019, antes da pandemia. No final de dezembro, o território tinha 147 hotéis e pensões, mais um do que no ano passado e o número mais elevado desde que a DSEC começou a compilar estes dados, em 1997, ainda antes da transição de administração de Portugal para a China. Um fator que terá ajudado os hotéis a encher os quartos foi um corte de 3,5%, para 1.353 patacas (144 euros), nos preços médios em 2025, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 48 estabelecimentos locais. Segundo o relatório, divulgado pela Direção dos Serviços de Turismo na semana passada, a descida deveu-se sobretudo aos hotéis de cinco estrelas, cujo preço médio caiu 5%, para 1.514 patacas (161 euros). No caso de dezembro, os preços médios dos quartos caíram ainda mais, 4,7%, para 1.392 patacas (148 euros), em comparação com igual mês de 2024, também devido a uma diminuição de 6,2%, para 1.552 patacas (165 euros), nos hotéis de cinco estrelas. Com os quartos mais baratos, os estabelecimentos hoteleiros de Macau tiveram 90,4% dos quartos ocupados no mês passado, o valor mais elevado para dezembro desde antes da pandemia de covid-19. Os estabelecimentos hoteleiros de Macau atingiram um máximo histórico num ano em que a cidade recebeu mais de 40 milhões de visitantes, também um novo recorde, ultrapassando o anterior máximo de 39,4 milhões, fixado em 2019. No entanto, quase 59% dos visitantes (23,5 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade no ano passado. “Temos cada vez mais turistas, mas o nível de consumo está a baixar”, alertou, em 13 de maio, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai. O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 9,5% nos primeiros nove meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2024. A DSEC já tinha apontado a “alteração do padrão de consumo dos visitantes” como uma das principais razões para a queda de 1,3% da economia de Macau entre janeiro e março. Foi a primeira vez que o Produto Interno Bruto do território encolheu, em termos homólogos, desde o final de 2022, quando a região começou a levantar as restrições devido à pandemia de covid-19. Leia Também: Gestor de casino de Macau sublinha mérito de investimentos “fora do jogo”

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