Husqvarna deve fechar fábrica em Portugal: 100

Husqvarna deve fechar fábrica em Portugal: 100

O grupo sueco Husqvarna deve descontinuar o negócio de ferramentas diamantadas para pedra em Portugal, o que pode levar ao fechamento de sua fábrica em Rio de Mouro, Sintra – e à demissão de cerca de 100 funcionários. A notícia foi inicialmente avançada pelo Jornal de Negócios e confirmada pelo Notícias ao Minuto junto do diretor operacional de Diamond Tools + Stone, João Reis. Ao Notícias ao Minuto, o diretor confirma que “Portugal está incluído no perímetro atualmente em avaliação” pelo grupo sueco, sublinhando, contudo que “o processo se encontra ainda numa fase preliminar (…), pelo que ainda não existe uma decisão final implementada relativamente ao eventual encerramento das instalações de Rio de Mouro”. No entanto, se a decisão for adiante, João Reis esclarece que “há um impacto potencial estimado de cerca de 100 empregos em Portugal, embora o número final ainda não esteja definido”. O número pode ser menor já que está sendo avaliada a possibilidade de “remanejamento interno” dos trabalhadores que estão alocados na produção de ferramentas diamantadas. Por enquanto, “ainda não há uma data final confirmada para a eventual conclusão do processo” e, por isso, os trabalhadores da Husqvarna em Portugal não sabem se a fábrica será, ou não, fechada. “A previsão atual aponta que a retirada desse negócio pode ocorrer até o final de 2026”. Segundo João Reis, a decisão da Husqvarna “resulta de uma revisão estratégica global deste negócio (…) num contexto de evolução do mercado e necessidade de adaptação da estrutura industrial às condições atuais do setor. Já o CEO da Husqvarna, Glen Instone, em comunicado justifica o possível encerramento da produção em Portugal (e também na Bélgica e na Grécia) com a “estratégia do grupo de alcançar um crescimento rentável através de uma gestão disciplinada do portfólio (de produtos) e de uma alocação de capital mais direcionada”. “No futuro, um portfólio de produtos mais simplificado nos permitirá priorizar investimentos em inovação nos segmentos com maior potencial de gerar expansão de margens e retornos atrativos”, acrescentou o CEO. Na mesma nota, a empresa afirma que o encerramento dessas três operações irá “reduzir as vendas líquidas em cerca de 250 milhões de coroas suecas” – o que em euros equivale, em números redondos, a 23 milhões de euros – “e terá um impacto ligeiramente positivo na margem operacional da divisão”. O grupo assegura ainda que “o processo de retirada previsto será preparado e executado em cada país afetado” com “consideração e cuidado” para com os trabalhadores, “e em consulta com os conselhos de empresa e sindicatos, com o objetivo de garantir uma saída responsável”. Leia Também: “Sucesso da expansão”: Vendas internacionais da Sonae crescem 45%

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