IGCP coloca 2.110 ME em dívida a 6 e 12 meses às taxas de

Segundo a página do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública na agência Bloomberg, em seis meses foram colocados 690 milhões de euros à taxa de juro média de 2,141% e a procura atingiu 1.940 milhões de euros, 2,81 vezes o montante colocado, e o preço médio foi de 98,929%. Com maturidade de 12 meses, o IGCP colocou 1.420 milhões de euros à taxa média de 2,307%, a procura cifrou-se em 2.225 milhões de euros, 1,57 vezes o montante colocado, e o preço médio foi de 97,721%. Em 21 de janeiro, o IGCP colocou 1.250 milhões de euros, máximo do montante indicativo, em BT a 12 meses à taxa de juro média de 2,026%. O IGCP anunciou para hoje a realização de dois leilões de Bilhetes do Tesouro (BT), a seis e 12 meses, com um montante indicativo global entre 1.750 milhões de euros e 2.000 milhões de euros. Comentando os leilões de hoje, o diretor de Investimentos do Banco Carregosa, Filipe Silva, afirma que, “em ambos os prazos, houve alta das taxas de juros”. “Esse resultado surge em um contexto de incerteza política e geopolítica. O agravamento do conflito no Irã tem contribuído para a alta dos preços do petróleo, levando à revisão para cima das perspectivas de inflação”, diz, acrescentando que “esse quadro pode obrigar os bancos centrais a manter uma postura mais restritiva, ou mesmo a voltar a subir os juros ao longo do ano”, acrescenta. Filipe Silva ressalta que, como “consequência, as ‘yields’ da dívida soberana e da dívida empresarial vêm subindo, tanto nos prazos curtos quanto nos longos, e devem continuar se ajustando em função da evolução do conflito e das perspectivas futuras para a inflação”. Os Bilhetes do Tesouro são títulos da dívida pública de curto prazo, de até um ano, modelo que permite ao Estado obter financiamento de forma mais ágil na gestão de caixa. (Notícia atualizada às 11h56) Leia Também: Leilão: IGCP coloca R$ 1.410 milhão em dívida (com taxas acima de 3%)



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