Imóveis com níveis recordes de ocupação e aluguéis nesses

Imóveis com níveis recordes de ocupação e aluguéis nesses

Segundo o relatório “Savills Residential Outlook 2025 | Trends 2026”, divulgado hoje, Portugal registrou no ano passado “forte dinamismo no residencial, turismo em crescimento e varejo com níveis recordes de ocupação e renda”. Já 2026 “deve evoluir em um contexto de crescimento econômico moderado e demanda ainda sólida, o que acentua a escassez de produto de qualidade e a pressão sobre preços e aluguéis”, antecipa. “A análise conjunta dos setores residencial, de varejo e turismo revela um Portugal que se destaca por sua resiliência e vitalidade em um contexto global marcado pela incerteza”, diz a ‘head de pesquisa’ da Savills Portugal, citada em comunicado. Segundo Alexandra Gomes, “a força combinada dessas três áreas confirma que o país continua a se posicionar como um verdadeiro ‘safe haven’ (porto seguro), capaz de enfrentar a turbulência macroeconômica e geopolítica com resultados sólidos e consistentes”. Segundo o relatório, em 2025 o mercado residencial português manteve uma trajetória de crescimento, com mais transações, maior volume de crédito imobiliário e um peso crescente dos compradores mais jovens, com a nova construção continuando aquém da demanda nas principais áreas urbanas. No total, foram negociadas cerca de 163 mil casas, 9% a mais que em 2024 e 11% acima da média anual dos últimos cinco anos. Em Lisboa, foram vendidos 9.613 fogos, 11% a mais que em 2024, com a oferta total subindo 4%, para 22.435 unidades, ainda abaixo da demanda. O preço médio pedido na nova construção atingiu 8.191 euros por metro quadrado, subindo para cerca de 9.200 euros no segmento ‘high-end’ e para 13.312 euros nas casas de topo. No Porto, foram vendidas 6.387 casas, mais 7% em relação ao ano anterior, com a oferta de casas novas subindo para 16.834 unidades, mais 32% em termos anuais, refletindo o reforço dos projetos residenciais na cidade e nos municípios vizinhos de Matosinhos, Maia e Vila Nova de Gaia. O preço médio pedido na nova construção ficou em 5.205 euros por metro quadrado. No que diz respeito ao varejo, a Savills relata que a demanda por espaços em shoppings se manteve “robusta, em um contexto de oferta muito limitada”, com a moda liderando a ocupação, seguida por restaurantes, lazer e serviços, que “ajudam a puxar a afluência e o tempo de permanência”. Já no comércio de rua, a consultoria indica que “a escassez de lojas bem localizadas continua a pressionar os aluguéis nas principais áreas de Lisboa e Porto”, e, nos eixos Baixa-Chiado, rua Augusta, avenida da Liberdade e rua de Santa Catarina, “a oferta é reduzida e os poucos espaços que surgem são rapidamente ocupados por marcas nacionais e internacionais”. Neste ano, o relatório antecipa um mercado de varejo “com pouca disponibilidade e aluguéis ‘prime’ estáveis”, considerando que “as marcas devem reforçar conceitos mais focados na experiência do cliente e ampliar a oferta de serviços em shoppings, ‘retail parks’ e nas principais ruas comerciais”. Quanto ao turismo, em 2025 consolidou-se como “um dos principais motores do imobiliário em Portugal”, com o investimento em hotelaria somando 494 milhões de euros, divididos em 11 transações, 2% a mais que em 2024, sendo 90% do capital de investidores internacionais. Para a Savills, esses valores “mostram a resistência do setor em um contexto macroeconômico e geopolítico desafiador e mantêm Portugal no radar dos principais investidores”. Em 2026, a consultoria acredita que “o mercado deve continuar atraindo investimentos, com maior foco na requalificação de hotéis bem localizados”. Leia Também: Incêndio destrói três veículos e causa danos em oficina em Alcácer do Sal

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