Indemnizações do Elevador da Glória vão “demorar”: Quais são

Indemnizações do Elevador da Glória vão "demorar": Quais são

O presidente executivo da Fidelidade, seguradora da Carris, disse, no fim de semana, que o processo de atribuição de indemnizações às vítimas do acidente no elevador da Glória vai demorar, porque falta definir os valores envolvidos, mas garantiu que “ninguém fica desamparado”. Significa isto que ainda não há valores fechados e até vão variar caso a caso, mas na altura do acidente a SIC Notícias noticiou que 70 mil euros tem sido estabelecido como valor mínimo a pagar à família em caso de morte. Porém, não é mesmo um valor fixo, já que serve apenas de base e são vários os fatores que vão determinar o valor da indemnização a pagar. “Estes processos tendem a ser um pouco mais longos. Nós já pagámos despesas de todas estas vítimas, digamos assim. Despesas com tratamentos hospitalares, de viagens, aos familiares”, disse Rogério Campos Henriques em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, divulgada este fim de semana. Segundo o responsável, este tipo de processo “tipicamente é moroso porque falta definir muito claramente o valor das indemnizações no caso das mortes”. Os fatores a ter em conta ao apurar o valor Rogério Campos Henriques apontou que para que se chegue a esse valor é preciso ter em conta diversas variáveis, como a idade da vítima, a sua situação familiar, danos morais que foram ou não incorridos ou até mesmo a identificação de herdeiros, tornando-se num processo longo. “É um processo que vai demorar, o que nós asseguramos é que, independentemente do tempo que este processo demore, ninguém fica desamparado”, acrescentou o executivo, que não quis especificar o valor provisionado pela seguradora para este caso, referindo que “são vários milhões de euros”. O descarrilamento do elevador da Glória, sob gestão da empresa municipal Carris, ocorreu no dia 03 setembro e provocou 16 mortos e duas dezenas de feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades. Fidelidade lançou comissão para agilizar indemnizações Em meados de setembro, recorde-se, a Fidelidade criou uma comissão técnica independente para acompanhar e garantir que os processos de indemnização às vítimas do acidente com o elevador da Glória, que causou 16 mortos, decorram de forma célere e transparente. Em comunicado, a Fidelidade, enquanto seguradora da transportadora Carris, informa que a “criação desta comissão tem por objetivo garantir que os processos de indemnização decorram de forma transparente, célere, justa e humanizada”. A Comissão Técnica Independente para Acompanhamento das Indemnizações às Vítimas do Acidente do Ascensor da Glória vai proceder à “avaliação especializada dos danos pessoais resultantes desse acidente e a validação da respetiva quantificação indemnizatória a efetuar pela Fidelidade”. A seguradora realça que o acidente “exige da Fidelidade não apenas uma atuação eficaz nas múltiplas questões do dia-a-dia, mas também a criação de uma solução externa e independente que assegure a avaliação dos danos corporais e a apreciação das propostas de indemnização apresentadas pela seguradora, em termos que reforcem a confiança das vítimas e das suas famílias, dentro e fora de Portugal, e que possam servir de referência de atuação numa tragédia desta dimensão”. Leia Também: Nova semana, nova mexida nos combustíveis: Saiba onde são mais baratos

Publicar comentário