Indicador de confiança dos consumidores aumentou

A melhoria no indicador de confiança ocorre depois de uma diminuição em novembro, resultando “dos contributos positivos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da realização de compras importantes por parte das famílias”, explica o Instituto Nacional de Estatística (INE) na síntese sobre os inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores. Em sentido oposto, “as expectativas da situação financeira do agregado familiar e as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar registaram contributos negativos” para o índice dos consumidores. “O saldo das opiniões dos consumidores sobre a evolução passada dos preços diminuiu nos últimos dois meses, depois de ter aumentado significativamente em novembro, enquanto o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços aumentou em dezembro, após as diminuições registadas nos três meses precedentes”, refere o INE. Os dados obtidos pelo INE para este inquérito junto dos consumidores através de entrevistas telefónicas foram recolhidos entre 02 e 16 de dezembro, tendo o instituto estatístico obtido 1.134 respostas. À semelhança do que aconteceu com os consumidores, também entre os empresários inquiridos pelo INE se observou uma melhoria nas apreciações sobre a conjuntura económica. “O indicador de clima económico aumentou ligeiramente em dezembro, prolongando o movimento ascendente observado desde abril”, refere o INE. Houve uma melhoria, embora o indicador de confiança só tenha aumentado nos serviços e, em sentido contrário, se observe uma diminuição no comércio, na indústria transformadora e na construção e obras públicas. “O indicador de confiança nos serviços aumentou no último mês, após ter diminuído nos três meses anteriores, em resultado dos contributos positivos das perspetivas relativas à evolução da procura e das apreciações sobre a atividade da empresa”, detalha o INE. Já a quebra no indicador de confiança do comércio acontece “após cinco meses consecutivos de aumentos, refletindo os contributos negativos das opiniões sobre o volume de vendas e das apreciações sobre as existências”. Na indústria transformadora, a descida do indicador em dezembro acontece depois de ter “aumentado significativamente no mês anterior, refletindo os contributos negativos das opiniões sobre a evolução da procura global e das perspetivas de produção”. Na construção e obras públicas, refere o INE, a diminuição observada em dezembro reflete os contributos negativos das perspetivas de emprego e das apreciações sobre a carteira de encomendas. “O saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentou nos últimos três meses nos serviços e, nos últimos dois meses, na indústria e no comércio, diminuindo apenas na construção”, indica o INE. Os inquéritos aos empresários, realizados através do formulário digital Webinq, decorreram entre 01 e 22 de dezembro, com 1.266 respostas no setor do comércio, 666 na construção, 1.475 na indústria e 1.403 nos serviços. (Notícia atualizada às 11h43) Leia Também: INE tem 43,8 milhões para plano de atividades estatísticas em 2026



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